Leva as pessoas ao pleno conhecimento da salvação principalmente os que estão sendo enganados por falsos pastores, ( IRMÃOS VAMOS ORAR POR ESTAS PESSOAS QUE ASSIM ESTÃO PROCEDENDO DESSA FORMA OU SEJA TIRANDO O FOCO DA SALVAÇÃO QUE ESTA EM JESUS OU yeshua SEU VERDADEIRO NOME )
segunda-feira, 16 de julho de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Guerra declarada no Brasil: Poderes do Reino de Deus contra poderes das trevas - Uma batalha espiritual!
Guerra declarada no Brasil: Poderes do Reino de Deus contra poderes das trevas - Uma batalha espiritual!
Nos últimos dias, vemos uma constante de notícias aqui no Brasil com relação a mudanças na política, valores, moral, condutas, atitudes, leis e outros mais. Notamos também que em tudo está se dando como uma afronta as leis de Deus.
O fato é que nos últimos 50 ou 60 anos, como diria o ex-presidente Lula (deixo claro que nunca votei nele) nuca na história deste país o evangelho foi tão difundido e pregado.
Atualmente temos Igrejas evangélicas enormes, não apenas em tamanho do edifico, mas em denominações com muitas Igrejas.
Estão ocorrendo conversões em massa, a fé que mais tem crescido é a evangélica no Brasil, vemos que até mesmo na última eleição presidencial, o voto evangélico foi o diferencial, não só os políticos virão a força do povo evangélico como a nação percebeu que somos muito mais do que pensavam.
Percebemos também que de uma década para cá, houve um crescimento estrondoso do povo de Deus. Hoje em dia é até legal ou normal alguém ser evangélico. Muitos cantores seculares, artistas, políticos e personalidades famosas têm declarado uma “fé” evangélica.
O Brasil pode-se dizer, que é uma das nações com um dos maiores contingentes evangélicos a nível mundial. Já estamos exportando muitos missionários e evangelistas, estamos sendo utilizados até mesmo como sendo uma referencia para muitas nações de evangelismo.
Mas, o fato é que tudo isto que ocorreu ou está ocorrendo aqui, gerou também uma contra-ataque do inferno.
Abra os olhos e note como, de um tempo para o outro, se houve uma revira volta na estrutura da política, leis e condutas do país.
Como dito anteriormente, no último pleito presidencial, a Igreja se uniu para protestar contra o aborto e condutas legalizadas de homossexuais e outros mais. Tivemos acontecimentos extraordinários em vermos presidenciáveis assinando documentos se comprometendo com a causa evangélica, que como cidadãos temos o direito de exigir.
Mas, os filhos das trevas são mais sábios do que os da luz. O diabo deu neste ano um levante ferrenho contra o povo de Deus. É PL 122, união estável homossexual, legalização da marcha da maconha, projetos a perder de vista feitos por movimentos feministas para legalização do aborto, fechamento de muitas igrejas, políticos declarando guerra contra as Igrejas e muito mais.
Tenho visto um levante do inferno para tentar frear o crescimento do povo de Deus. Existem leis que visam delimitar a quantidade de Igrejas (o que eles querem? Mais bares?). Muitas são perseguições de cunho político, obrigando pastores a apoiar determinado candidato, caso contrário a fiscalização fará de tudo para fechar ou multar a instituição.
Caros leitores, saibam que o descrito em Efésios 6:10 está travando uma guerra contra o povo de Deus. É necessário nos levantarmos como crentes que somos e intercedermos sempre pela nossa nação.
Estamos caminhando para sermos uma Holanda também, que perdeu a chama do avivamento, preferindo a libertinagem e promiscuidade ao invés de seguir à Deus. Isto não pode acontecer!
Observe o tanto que tem sido difundido em nossa nação o tema homossexualismo (que com a decisão do STF, arrumaram até uma brecha para estarem se casando legalmente), o quanto que este governo neo-comunista tem defendido tal movimento. A bancada evangélica fez um projeto para anular a decisão do STF, mas o presidente da câmara dos deputados rejeitou, dizendo que era inconstitucional (ora, inconstitucional foi a decisão do STF), mas tente imaginar de qual partido era o presidente da câmara?
Temos visto uma queda brusca na moral e bons costumes do país. É descriminalização da maconha, os filhos sendo aparados pela lei para mandar nos pais (não ao pé da letra, mas no tipo de educação), um incentivo tremendo para a promiscuidade (são milhões investidos no carnaval), incentivo para deixar de lado o natural (kit-gay) e etc.
Notamos também uma estratégia de satanás em usar “pastores” para atacarem as posições da Igreja. Tem pastores que defendem as drogas, o divórcio, o ecumenismo, o paganismo, a feitiçaria, o humanismo, a frieza espiritual, o homossexualismo, o sexo antes do casamento; atacam as igrejas que estão crescendo, que fazem a marcha para Jesus, são contra as que estão mais em evidencias, atacam pastores que estão se levantando como grandes lideranças.
Como igreja, temos que entender as palavras do evangelho no tocante a unidade. É época de unirmos, e não aceitar as divisões no corpo de Cristo, para que mundo veja que o Pai nos enviou.
Para concluir, estamos ganhando um território grande nesta nação, mas teremos muito que guerrear contra o principado que rege este país. Isto não se dará apenas fazendo atos proféticos, mas botando a cara para bater, arregaçando as mangas, e pregando o evangelho de Cristo Jesus. Sabemos que se o Brasil abraçar o evangelho será uma bênção, caso contrário, conhecemos muito bem os castigos para os que preferem mais as trevas do que a luz.
Que Deus tenha misericórdia do Brasil e mude nossas lideranças (através da conversão), pois ali estão fomentando os maiores disparates contra o ensinado na bíblia.
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
A Formação do Cristianismo Depois de Jesus
A Formação do Cristianismo Depois de Jesus
por
Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Quando, hoje, buscamos referências sobre o início do Cristianismo, muito freqüentemente nos debruçamos nos documentos canônicos que constituem o chamado Novo Testamento, ou seja, os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, o texto intitulado Atos dos Apóstulos, as Epístolas de Paulo, de Pedro, de João e de Tiago, e o Apocalipse de João. Subsidiariamente, podemos consultar os escritos do judeu romanizado Flávio Josefo, em especial sua obra Guerras Judáicas, e alguns parcos comentários sobre o nascente movimento dos cristãos feitos por escritores romanos muito depois da morte de Cristo. Mas é pouco lembrado, porém, que os textos oficiais do Novo Testamento foram estabelecidos como tais em uma época bastante posterior aos acontecimentos que envolveram a vida de Jesus e o trabalho desempenhado por seus discípulos diretos, pois o cânone oficial só veio a ser estabelecido em 397 d.C. durante o chamado Concílio de Cartago, onde as diretrizes do que seria a Teologia Romana - paradoxalmente extremamente ligada aos processos políticos e administrativos do mesmo Império que havia perseguido tão duramente os cristãos - foram cristalizadas, num desdobramento político que veio se fazendo desde que Constantino oficializou o cristianismo como a Religião do Império - sem que tivesse, contudo, postergado diretamente a religião pagão anterior.
Por esta época estavam sendo erguidos os estatutos da instituição chamada Igreja - na verdade, mais especificamente os da Igreja Romana, incentivada pelo imperador Constantino, e que, por isso, deveria ser a hegemônica por estar ligada diretamente à sede do Império, pois várias eram as tradições cristãs vigentes, como as da Igreja Grega, a Igreja de Alexandria, a Igreja de Antioquia, a Igreja de Éfeso, a Igreja Copta, a Igreja Gnóstica e outras tradições, nem uma delas mais poderosa que as demais, com excessão, talvez, da Igreja de Alexandria, cujas profundidades ou idéias eram divergentes das de Roma e que seriam vistas e condenadas como ameaças ao poder do núcleo romano, sendo, pois, consideradas heresias. Parte destas igrejas orientais permaneceram críticas da teologia construída por Roma, com especial ênfase na primazia quase supra-humana do bispo de Roma, o Papa, o que levou, no século XI, ao cisma definitivo entre a Igreja Romana e as do Oriente, hoje conhecidas como Igrejas Católicas Ortodoxas.
Os textos que se tornaram a base da Bíblia Cristã oficial foram escolhidos, como hoje sabemos, entre vários outros que circulavam sobre a vida de Cristo à época - alguns extremamente fantasiosos, mas outros com aprofundadas informações sobre Jesus e o pensamento dos cristãos da época - e que, a partir de então, em especial com São Jerônimo, foram editados e copiados em um processo que, atualmente sabe-se, não escapou de ser cheio de manipulações e adaptações aos interesses da nascente instituição religiosa, em especial na construção e edição de um texto dirigido a leitores romanos, orgulhosos de sua nacionalidade e da história de seu Império, o que levou a expedientes como o recheio dos textos com enxertos de frases, supressões ou adendos interpretativos que procuravam dar uma visão de mundo que fosse concorde com os interesses da Igreja que se estabelecia como instituição. Um dos exemplos deste tipo de manipulação é o esforço para se minimizar a participação dos romanos na execução de Jesus, jogando a responsabilidade quase que completamente em cima dos judeus (a esta altura já dispersos pelo Império depois da destruição de Jerusalém por Tito no ano 70), esquecendo-se que o Galileu foi vítima de dois processos: um político-religioso, da parte dos judeus, e outro político, por parte dos romanos. Esta temática será desenvolvida mais adiante.
Os atuais estudiosos das Orígens do Cristianismo, porém, às custas de um esforço hercúleo ainda pouco reconhecido, relativamente livres, em sua maior parte, da pressão política e teológica das Igrejas estabelecidas (sejam Católicas - do Ocidente e/ou do Oriente - ou Protestantes), conseguiram, a partir dos dados de novas descobertas arqueológicas, como os achados vários documentos arqueológicos da época de Cristo (Manuscritos do Mar Morto; inscrições) ou próxima a ela (Evangelho de Tomé), estudos interpretativos e análise de textos, delinear um quadro mais aceitável da história da formação do Cristianismo do que a que se tinha até o início do século, e que era ainda a dada pela teologia oficial.
Após a morte de Jesus que, ao que tudo indica as mais recentes pesquisas (c.f. Bibliografia ao final do texto), teria ocorrido no ano 30 d. C. ( tendo Jesus nascido entre os anos - 8 a - 4 a. C. estando, portanto, nosso calendário errado em ao menos quatro anos ), o incipiente movimento por Ele liderado só não se dissolveu diante da crua realidade da execução do mestre e da forte oposição teológica, policial e política do Sinédrio -- preocupado em manter a ordem pública e evitar a ira de Roma, conseguindo, através de manobras, envolver o movimento galileu num falso halo de conspiração política que despertou a atenção da Administração Romana, o que levou Jesus à morte sob o peso de duas acusações: uma religiosa (blasfêmia) e outra política (Jesus como pretendente ao trono de Davi), sendo a primeira, crime capital pelas leis judáicas; a segunda, crime capital pelas leis de Roma -- por conta das chamadas aparições póstumas do próprio Cristo diante de seus abatidos discípulos, o que lhes estimularam e fortaleceram em seus ideais e lhes deram confiança e coragem para levar adiante o movimento de renovação espiritual, com conseqüências sociais notáveis, iniciado por Jesus. Convém notar, entretanto, que se tais aparições foram o impulso necessário ao maior sucesso religioso de todos os tempos, também causou, logo no princípio, uma mudança de ênfase, nos discípulos mais exaltados, do sentido da mensagem universalista do Nazareno, seu legado mais importante, para o da figura extraordinária do próprio Jesus, que passou a ser visto como muito mais que um iluminado profeta e homem que atingiu o pico mais alto de desenvolvimento humano para o de um Ser não humano, e com Paulo levou paulatinamente à idéia de que Cristo era o próprio Deus.
Não devemos nos espantar com o fato de que o movimento cristão primitivo se aglutinou ante os fenômenos que hoje chamamos de psíquicos, mediúnicos ou paranormais como, por exemplo, os das aparições póstumas de Jesus. Geddes MacGregor, em seu estudo dos vários movimentos cristãos paralelos que floresceram durante os primeiros quatro séculos de nossa era, é mesmo taxativo a este respeito ao dizer que "Toda a literatura do Novo Testamento, para não dizer a vasta literatura não canônica do cristianismo primitivo, foi escrita por e para pessoas que haviam desenvolvido considerável sensibilidade aos fenômenos psíquicos" (Cit. in Miranda, 1992, p. 29), e sobre os quais os vários relatos contidos nos Atos dos Apóstolos, em especial a Conversão de Paulo, por exemplo, são ricos exemplos. Mesmo que não se aceite o fenômeno, convém porém lembrar que foi a convicção dos discípulos nestas aparições que se tornaria o "Big Bang" do maior sucesso religioso de que se tem notícia na História ( sucesso no sentido de se expandir uma doutrina que teve orígem em Jesus, mas que não foi tão bem sucedida da conservação e transmissão da real mensagem original do Cristo, como nos mostram vários estudiosos ).
Apesar das novas idéias e revigoração da ética humana trazidas por Jesus, o grupo galileu ainda era - e assim se via até a diáspora judáica do ano 70 - um movimento de renovação dentro do judaísmo, baseado na herança teológica deste povo, e que visava passar adiante uma mensagem mais espiritualizada e humana da relação entre Deus e os homens e, através desta, uma nova forma de relação ética entre estes, baseada na fraternidade que resulta do fato de todos sermos filhos do mesmo Deus (C.f. a home page Jesus e Sua Mensagem e os livros abaixo relacionados).
Na verdade, apesar da ignomínia e covardia que o Sinédrio havia cometido para com Jesus, ninguém no grupo dos nazarenos pensou em romper com o judaísmo, até mesmo porque, apesar das manipulações de Anás e Caifás, haviam simpatizantes do movimento de Jesus dentro mesmo do Templo e, como judeus que eram, com toda a tradição e história típicas da raça, não havia sequer a possibilidade de pensarem em ser outra coisa que não judeus que acreditavam ser mensageiros de uma atualização da Lei mosáica contida na Torá. Mas com a evolução dos acontecimentos, o que de início começara como um movimento de questionamento e de novas idéias sobre o judaísmo logo iria se transformar em algo mais: teria, aos olhos dos demais judeus, conotações de uma seita - ainda dentro do judaísmo - para, por fim, se delinear como um movimento plenamente independente, em especial a partir da dispersão dos judeus pelo Império - como conseqüências de duas sublevações nacionalistas contra Roma - e do ministério de Paulo pelos países adjacentes à Palestina até chegar em Roma.
De início ainda titubente, diante das forças do Sinédrio e de Roma, mas com a segurança que só a convicção mais absoluta logra obter, os discípulos de Jesus, após as suas últimas aparições e depois do Pentecostes, começaram a sair e se fazer cada vez mais presentes na comunidade judáica, de início em Jerusalém e, logo após, por toda a Palestina. O sucesso da mensagem do Cristo - ou ao menos da parte de sua mensagem que chegou até nós, ainda assim plena de acréscimos, cortes e manipulações, como o demonstram os estudos de experts vários em cristologia (veja a Bilbliografia sugerida abaixo) - se deve em grande medida à força da convicção destes homens e mulheres heróicos nas primeiras décadas da segunda metade do século I de nossa era, muito embora já a ênfase começasse a ser dada, devido ao impacto ocorrido com as aparições de Cristo, mais à figura do histórica de Jesus que ia se transformando em mito - pois para eles, Jesus era o "super-homem" que havia Ressuscitado (ou melhor, se dado a ver algumas vezes "estando as portas trancadas", como disse João em seu Evangelho) - que à sua mensagem propriamente dita, o que era o mais importante.
Eles eram conhecidos, inicialmente, como os Nazarenos ou representantes de um movimento que se intutulava O Caminho e, a rigor, nos primeiros anos, só se diferenciavam de tantos outros braços e correntes do judaismo, como os Fariseus, Saduceus, Essênios, Zelotes e outros, pela sua impetuosidade, pela minoria nômica e pelas idéias - que poderíamos chamar, mantendo a devida diferenciação com a conotação da palavra nos dias de hoje, de socialistas - o que explica, como muito bem nos aponta Mircea Eliade, que de toda produção intelectual da cultura ocidental apenas o Cristianismo e o Marxismo tenham chamado realmente a atenção de outros povos e civilizações, como a Oriental ou a Africana, por exemplo, exatamente porque ambas têm como objetivo resgatar o homem enquanto homem das amarras negras que o prendem, seja por conta de uma visão de mundo ainda brutal, seja por conta de uma visão patriarcal e xenófoba, como no caos do judaísmo ao tempo do Cristo, seja por conta de um sistema econômico explorador, como no caso do Capitalismo, muito bem dissecado por Marx . Outro ponto em comum entre Cristo e Marx foi o fato de que seus seguidores acabavam por os interpretar à sua maneira, como veremos mais adiante, pois muito do que foi dito por Cristo foi recebido de acordo com o entendimento e maturidade espiritual de quem o ouvia, o que não deixou de trazer várias interferências na mensagem original de Jesus.
Devido ao orgulho pátrio, à crença na superioridade do Povo Escolhido de Deus e na esperança da vinda de um Messias que restabeleceria a glória de Israel frente às demais nações, em especial à odiada Roma, por cujo jugo estavam submetidos, bem como a um não completo entendimento da missão espiritual do Mestre, paulatinamente os futuros cristãos mesclariam ainda mais o entendimento parcial da doutrina de Jesus às várias revelações apocalípticas vigentes então, que viam o domínio de Roma sobre Israel um sinal de decadência drástica ao qual só uma reforma radical do mundo, marcando um fim do mundo antigo e trazendo um vitorioso Reino de um Deus dos Exércitos, o Yhavé de Moisés, poderia fazer renascer uma nova humanidade. Daí o cunho escatológico tão freqüente na narração dos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de Paulo, o que não deixou de se refletir especialmente na redação dos Evangelhos, cujos textos iniciais foram escritos bem depois de Jesus, mais ou menos na época da destruição do Templo no ano 70.
Isso não significa, porém, que já na época de Cristo não houvesse algum ou alguns textos ou mais especificamente algumas anotações feitas por admiradores alfabetizados, contendo os principais pontos de sua doutrina e que tenham servido de base aos debates entre os discípulos e aos demais textos posteriores. Possivelmente estes existiam, se não diretamente contemporâneos a Cristo, ao menos esboçados pouco depois de sua morte. Hoje existe quase uma unanimidade em relação à existência de, ao menos, uma fonte primitiva escrita, que se perdeu. Este texto fonte primário (quelle em alemão) é conhecido entre os especialistas como o Evangelho Q (de quelle), cujos traços podemos ver nos demais evangelhos e que tem, provavelmente, sua expressão mais aproximada no chamado Evangelho de Tomé (ou de Tomás) que foi encontrado, aliás, redescoberto (pois já tínhamos conhecimento da existência deste evangelho nos primeiros quatro séculos de nossa era por meio de citações dos primeiros teólogos da Igreja) em 1945 no Egito, isso se não for quase todo ele, ou boa parte dele, o próprio Evangelho Q, como pensam alguns.
A força da personalidade de Jesus (cujo nome em hebráico é Yoshua sendo Jesus a adaptação latina da forma grega Iesous), junto com a eletrizante notícia de suas aparições iria se amalgamar na imaginação dos novos discípulos que cada vez mais se juntavam aos primeiros para se fazer nascer a crença, com poucas exceções, de que Jesus seria realmente o Messias reformador esperado, tendo poderes supra-humanos no imaginários popular e que não apenas iria fazer surgir uma nova espiritualidade e uma ética social revolucionária decorrente desta - seu real objetivo -, mas que iria, de fato, estabelecer fisicamente um Reino de Deus na Terra em sua segunda vinda ao orbe - tema este que surgiu devido à exaltação dos discípulos e a uma má interpretação das palavras de Jesus, o que se justifica, em parte, pelo fato de que nos primeiros séculos, as várias comunidades cristãs eram formadas por grupetos de gente que estavam espalhadas em áreas díspares, especialmente depois da diáspora dos judeus na década de 70 do século I. Era difícil o contato entre estas comunidades, e muito do que se sabia sobre Cristo era esparso, fragmentário e transmitido oralmente. Nestas comunidades, aos poucos, a ênfase recaia nos talentos de cura extraordinários de Jesus e em seu carisma pessoal, o que fortalecia ainda mais a esperança de ser ele o Messias político esperado, o que, infelizmente, eclipsou grande parte de sua mensagem, e fez nascer a imagem mítica de um ser sobrenatural, singular, cada vez mais distante da humanidade. A ênfase messiânica acabou por contaminar mesmo os escritos evangélicos em detrimento de uma melhor apresentação de sua mensagem e na distorção de certos fatos históricos.
Com o constante crescimento dos simpatizantes da causa do Cristo entre os judeus - não nos esqueçamos que este movimento ainda era visto como um movimento de Reformas dentro do Judaísmo, pelos discípulos, muito embora a visão de Jesus fosse universalista - o Sinédrio se inquietou ainda mais, em ressonância com o crescente clima de rebelião que se fazia sentir em toda a Judéia ocupada. Se antes eles eram relativamente tolerados até mesmo dentro do Templo por demonstrarem seguir as normas das cerimônias ortodoxas, o aumento geométrico de simpatizantes trouxeram os mesmos receios na elite sacerdotal que provocara a morte de Jesus. Pedro e outros apóstolos foram detidos mas escaparam da morte com a ajuda dos aliados que tinham em meio aos sacerdotes - e que, infelizmente, devido às urdiduras de Caifás, não puderam comparecer em grande número ao julgamento de Jesus. A mesma sorte, porém, não tiveram outros discípulos, como por exemplo, Estevão, que foi morto a pedradas, não porque lhe faltassem defensores, mas por causa do ardor de seu posicionamento diante da Doutrina de Cristo, o que feriu muito as susceptibilidades dos Doutores da Lei. Entre os que estavam presentes, um dos mais irados foi Saul de Tarso, que se fizera um implacável combatente das idéias do Cristo (e dos seus discípulos). Ele foi o responsável direto pela prisão de inúmeros discípulos e simpatizantes do Cristo.
Saul (ou Saulo) era exaltado e inteligente, de temperamento forte e com extremo espírito combativo, um futuro sacerdote exemplar do Templo. Mas seu posicionamento ante o cristianismo iria dar uma completa reviravolta.
Em uma de suas viagens, Saul passou por uma experiência psíquica que lhe impactou tanto que de perseguidor passou a ser o maior defensor do cristianismo entre os judeus e, posteriormente, entre os não judeus, chamados por estes de gentios. Na estrada para Damasco, onde iria levar a cabo mais perseguições e prisões de cristãos, Saul teve ele mesmo uma experiência não usual ao ver o próprio Jesus diante de si (os que o acompanhavam presenciaram igualmente "alguma coisa" que não souberam definir).
Ao mesmo tempo, os primeiros judeus helênicos e egípcios, junto com gentios destes mesmos países e que tinham entrado em contato com Jesus e sua doutrina, começaram a formar núcleos em Antioquia e em Alexandria, no que seria os primeiros passos reais do cristianismo pelo mundo.
Após as primeiras perseguições, os ânimos do Sinédrio, em especial diante da atitude moderada de sacerdotes como Gamaliel, se acalmaram por um certo tempo, outros problemas políticos melindrosos com relação à Roma se tornaram mais importantes, mas o movimento Galileu não foi negligenciado totalmente, e por uma década os discípulos que haviam escapado dos primeiros embates diretos com o Sinédrio passaram a retomar à divulgação da Boa Nova com maior sucesso especialmente na Galiléia, região relativamente livre do domínio direto de Roma e mais distante do braço fiscalizador do Sinédrio. O núcleo de Jerusalém ficou sob o comando de um irmão de Jesus chamado Tiago, o Justo (assim chamado por ser fiel cumpridor de grande parte da ortodoxia judáica que não se chocava com as idéias do irmão).
Enquanto isso, Pedro iria ser um grande divulgador da mensagem de Cristo nas demais regiões (muito embora tenha sido ele a começar a fazer de Jesus mais que um Messias espiritual, desenhando-o cada vez mais como o Filho Unigênito de Deus e como o Messias militar que era esperado pelos judeus). Tiago, porém, iria ser morto ao redor do ano 62 por ordem dos sacerdotes do Templo. Esse foi o início de uma nova fase de perseguição aos cristãos na região da judéia, tendo muitos, por isso, procurado refúgio da Galiléia e em outras localidades, até mesmo em outras países, como foi o caso, por exemplo, de Tomé, que foi à Índia, ainda que pelo caminho tenha pregado a outros povos, como os Egipcios e os Persas. Foi Tomé o autor do evangelho que leva seu nome, e que se julgava perdido até que foi reencontrado, como já dissemos, junto com outros documentos, em 1945 no Egito, perto da cidade de Nag Hammadi, uma cópia copta deste evangelho, o que trouxe uma retumbante reviravolta nos estudos cristológicos e históricos, talvez potencialmente maior que a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, que foi feita em 1947. Estudiosos como Elaine Pagels, Helmut Koester, Hans Jonas e outros admitem que os aforismos contidos neste evangelho são os mais próximos das palavras autênticas de Jesus - o que serve como referência para se saber o que foi enxertado na mensagem dos Evangelhos sinóticos oficialmente reconhecidos pela Igreja, sem falar de outros pontos que só são encontrados neste evangelho, o que muito ajuda a esclarecer o real pensamento de Jesus, que é um tanto diferente de muitos pontos defendidos pelas igrejas cristãs oficiais. Para um estudo aprofundado sobre este tema, aconselhamos a leitura de "O Evangelho de Tomé - Texto e Contexto" de Hermínio C. Miranda, 1992, Editora Arte e Cultura, Niterói; e de "O Evangelho de Tomé" de Marvin Meyer, Editora Imago, Rio de Janeiro, 1993.
Ao mesmo tempo, por esta época, a situação política na Judéia tinha chegado a um grau explosivo, com muitas subvleções contra o domínio romano, em especial diante da militância do movimento dos Zelotes, que possuiam vários líderes carismáticos que se supunham, um após outro, serem o próprio Messias.
Em 66 d. C., a maior parte dos judeus se rebelaria contra Roma e seu jugo. A maior parte dos cristãos, que eram pacifistas, se mudaria para cidades neutras, quase nada sofrendo. A destruição definitiva do Templo por Tito e seus soldados fora entendida pelos cristãos como a concretização das palavras de Cristo de que não restaria pedra sobre pedra da esplêndida edificação, refeita há mais de setenta anos por Herodes, o Grande, e que era o coração mesmo da religião judáica. Os judeus que foram dispersos viram com despeito o fato de que os judeus cristãos estavam seguros em cidades ao redor do Jordão, na galiléia e em núcleos judeus no Egito e Síria, onde, aliás, haviam outras correntes do judaísmo com pontos em comum com o cristianismo, como os Essênios e os Terapeutas, e sabiam o que estes diziam a respeito da destruição do Templo. O ódio que começou a se alastrar entre os judeus dispersos e os cristãos acabariam por cindir definitivamente as duas correntes.
Com a expulsão dos judeus de Jerusalém e da Judéia - a diáspora -, os apóstolos e seus discípulos passaram a ser mais atuantes entre os judeus mais abertos à mensagem de Jesus em vários centros cosmopolitas, indo de Damasco à Roma. Enquanto Felipe marcou profunda presença na Samaria e em Cesaréia, João seria o responsável pela fundação de um dos mais importantes núcleos cristãos em Éfeso e outras regiões da Ásia Menor.
Pedro, ao lado de Paulo, era um dos mais infatigáveis divulgadores de Jesus como um ser muito mais divino que humano, esquecendo-se que o próprio Jesus fazia questão de estabelecer a irmandade de todos os filos de Deus, sendo ele o que conseguiu atingir o propósito da vida e se fazer UM com com os desígnios do Pai. Sua pregação se fez em especial pelas regiões adjacentes à Ásia Menor, Capadócia, Bitínia e Ponto, tendo ido várias vezes à própria Roma até ser finalmente cruxificado na cidade imperial em 64 d. C. Foi por intermédio de Pedro e Paulo, exatamente pela presença de ambos em Roma, que se atraiu a atenção e a conversão não só de judeus, como de muitos gentios. Com Pedro, o cristianismo viria a adotar muitos dos elementos do judaísmo, em especial sua ênfase escatológica em um fim dos tempos que estaria próximo, e várias festas tradicionais judáicas, em especial a Páscoa. Com o tempo, a mescla de cerimônias judáicas seria visto pelos cristãos romanos como uma brecha para que outras cerimônias e vestimentas, dos antigos ritos pagãos, fossem igualmente mesclados ao cristianismo.
Como nos fala muito lucidamente Albert Paul Dahoui, "a diáspora facilitou o desenvolvimento do cristianismo, pois o movimento dos judeus de um lugar para outro, suas ligações com o Império, especialmente financeiro, ajudado pelo comércio, pelas estradas e pela paz romanas, acelerou a expansão do novo credo. No entanto, se em Jesus e em Pedro (especialmente neste último) o cristianismo era judeu, em Saul metamorfoseou-se em grego e no catolicismo tornou-se romano" (DAHOUI, 1999, volume VII, p. 301).
A partir da década de 70 em diante, as primeiras edições dos textos que dariam orígem aos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) começaram a circular entre as comunidades cristãs, mas estas sementes estavam em meio a muitos outros textos que foram totalmente perdidos, ou que nos chegaram na forma de fragmentos ou como textos apócrifos, ou seja, não reconhecidos pela Igreja. Hoje sabemos, como já o dissemos, que os três sinóticos citados acima se basearam em uma fonte em comum que, antes, se pensou ser um texto primitivo do que seria o Evangelho de Marcos, mas hoje já se ventila a hipótese de que esta fonte (quelle em alemão), o famoso evangelho Q seria um conjunto de aforismas e anotações dos ditos de Jesus muito próximos do que se acha inscrito no Evangelho de Tomé, podendo ter algumas anotações biográficas em um outro texto que faria parte do Evangelho de Mateus. Já o Evangelho atribuído a João teve o início de sua redação no fim do século I e tem um linguajar bem diferente, especialmente diante do público alvo a que se dirigia, ou seja, aos gregos. É o mais gnóstico dos quatro evangelhos e o mais próximo, no seu espírito, ao evangelho de Tomé, mas é, igualmente, o que melhor permite ver que foi amplamente modificado em vários pontos, ou seja, que foi escrito por mais de uma mão. Mas, de qualquer forma, deve-se ter em mente que todos foram escritos tendo por objetivo divulgar uma imagem do Cristo, e muito do que foi narrado (e não foi adulterado posteriormente por copistas e editores) ainda assim deve ser visto com certo cuidado, pois se baseiam nas memórias de discípulos das ocorrências de quase quarenta anos antes.
O ministério de Paulo foi, de longe, o mais atribulado do dos demais discípulos do Cristo, ainda que Paulo nunca tivesse tido contato com o próprio Jesus quando este vivia na Terra. Impetuoso, Paulo viajou por quase todo o Império onde haviam comunidades judáicas e teve sérios atritos com os demais discípulos. Tentou apresentar Cristo como um dos grandes Filósofos iniciados, em Atenas, mas teve um êxito desprezível neste primeiro momento. Suas viagens estão narradas nos Atos dos Apóstolos e em documentos vários, como suas Epístolas (ao menos, às que lhe são atribuídas e que não sofreram ainda maiores interferências posteriores que os Evangelhos, sem falar de outras que simplesmente desapareceram depois do século IV). Morreu em Roma, após anos de prisão. Foi este o período em que Saul se transformou em Paulo, o apóstolo dos gentios, e que devido à distância com os demais colegas discípulos e aos anos em meio a várias outras culturas, teve tempo de formar a primeira Teologia sistemática cristã que é um tanto diferente da mensagem original de Cristo, em especial por conter uma forte ideologia patriarcal bem judáica, conter um halo mítico a existência de Cristo e que mais ênfase dá na figura de Jesus que em sua mensagem. Foi dele, embora inconscientemente - ou talvez nem tanto assim - a idéia que, mal interpretada, se insttituiu o dogma da Ressureição física - que por um erro de interpretação posterior, que passou por cima do que Paulo chamava de "Corpo Espiritual" do Cristo, para dar início a uma tradição que iria admitir a volta de Cristo à vida no próprio corpo físico, o que provocou interpolações nos sinóticos, como no caso de João, em que fizeram Tomé - talvez exatamente o mais lúcido dos discípulos - a tocar as chagas de um cadáver que teria retomado a vida, e não pela presença gloriosa de Cristo que se fez presente e visível através da materialização de seu espírito.
Foi Paulo também que instituiu grande parte da idéia de que Cristo morreu para redenção do mundo, tirando parte da responsabilidade pessoal de cada um por seu próprio progresso espiritual, bastando qualquer pessoa se converter para ser salva, devido à fé, e a qualquer tempo durante a vida, e ganhar o paraíso. Esta idéia foi retomada com ardor pelos protestantes 15 séculos depois, e seria a principal marca das Igrejas Reformadas.
Mas a teologia de Paulo foi realmente levada em conta quando as primeiras gerações de cristãos, as que conheceram Jesus ou seus apóstolos, já havia desaparecido. Com o desejo de Constantino de ter um Império com um só Imperador e uma só Igreja, as epistolas de Paulo (já devidamente "editadas" junto a outros documentos que lhe eram atribuídos) foram usados como fundamento para o sistema da teologia Católico-Romana.
Nos fala Alberto Paul Dahoui que "foi através de Paulo que nasceu a teologia cistã, mas este fato não aconteceu de imediato. Um século depois de morto, Saul havia sido esquecido e somente quando as primeiras gerações de cristãos haviam passado, a tradição oral dos apóstolos desapareceu, e as heresias começaram a desorientar o espírito cristão, é que as epístolas de Paulo foram ressuscitadas. Passaram a servir de arcabouço para um sistema de fé que uniu as esparsas congregações em uma poderosa Igreja Central
"Saul havia criado um novo mistério, uma nova forma do drama da ressurreição, que iria sobreviver a todas as demais versões. Ele mesclou a ética utilitária dos judeus com a metafísica dos gregos e transformou o Jesus dos evangelhos no Cristo Invicto da teologia. Para Saul, Cristo morreu na cruz para a redenção do mundo, pois, com sua morte, ele retirou o pecado original do orbe e oferecia, com sua paixão na cruz, a salvação.
"Saul continuaria, entretanto, obscuro e esquecido até que a reforma protestante de Lutero levantou-o das cinzas do passado, e Calvino também encontrasse nele os textos na crença da predestinação. Os dois não entenderam que Saul havia preconizado que o homem justo será salvo pela fé, e não que todos seriam salvos pela fé (...). Com o desvirtuamente das palavras de Saul, qualquer um que aceitasse Jesus estaria imediatamente salvo.
"O protestantismo foi o triunfo de Saul sobre Pedro, e o fundamentalismo foi o involutário triunfo de Saul sobre Cristo e ambos só atestaram que a doutrina de Jesus foi parcialmente esquecida. Jesus, que queria que a maior prova do homem fosse a virtude, acabou sendo substituído pela [mais cômoda] fé preconizada por Saul. Para Jesus, o reino de Deus era uma nova atitude íntima perante a vida, que desembocaria numa sociedade mais justa e fraterna, e para os que usaram Saul de forma indevida, era apenas adesão" (Dahoui, 1999, volume VI, pp. 306-307).
Mais adiante, o mesmo autor arremata:
"O cristianismo não iria destruir o paganismo. Pelo contrário, o novo cristianismo [Romano, mais tarde cindido entre as duas Igrejas Católicas, a do Império Romano do Ocidente e do Império Romano do Oriente, conhecido como Igreja Católica Ortodoxa], que nada tinha a ver com Yeshua de Nazareth, iria adotar os ritos e idéias dos pagãos, assim como de outras religiões existentes na época. Substituiria a profusão de deuses subordinados a um distante Deus criador, por uma multidão de santos subalternos a Jesus Cristo. O espírito grego ressurgiu na teologia e na liturgia da igreja. A língua clássica grega foi usada durante séculos na liturgia, para depois ser substituída pelo latim, mas, mesmo assim, tornou-se o veículo da literatura e ritual cristãos".
Nesse sentido, convém notar que o estabelecimento do dia 25 de dezembro como sendo o dia de Natal do Senhor convinha ao Império por ser a data tradicional de celebração do solstício de inverno, onde se celebrava a volta do Sol Invictus, símbolo adotado por Constantino. O solstício de inverno era também comemorado em outras culturas pagãs e representava o ponto máximo do inverno, o ponto onde recomeçaria o ciclo da volta do sol.
As conseqüências da oficialização e institucionalização do cristianismo pelo Império - ou melhor, a adaptação romana da mensagem original do Cristo - não tardou a dar estranhos frutos: exatamente na época da "conversão" de Constantino (entre aspas, pois o imperador manteve implicitamente a liberdade de culto às demais religiões e aos muitos ritos, tradições e costumes pagãos, sendo ele mesmo o incentivador de que todos os considerassem uma espécie de encarnação divina, adotando o emblama tradicional do Sol Invictos dos cultos pagãos como estandarte e selo próprios) em 325, sendo o bispo de Roma, à época, Silvestre I, a promoção pelo Imperador, por desejo pessoal, com base num jogo de táticas políticas, e sem levar em consideração o que pensasse o bispo (ou papa) de Roma, do Concílio de Nicéia, tendo expulso neste perto 1.700 participantes do conclave composto por 2.048 pessoas, exatamente os que se recusaram a aceitar a imposição do imperador em declarar, a partir de então, como meio de realçar ainda mais as ligações entre a religião e o Estado de um Único Poderoso Imperador, que Jesus não era tão só o filho de Deus, mas o próprio Deus, e, portanto, Imperador do Universo do qual Roma e seu Império deveriam ser espelhos. Desde então, passou-se a construção de uma Teologia Católico Romana, que se esforçou para eliminar qualquer traço de oposição ou crítica ao que passou a ser imposto como o cristianismo oficial, pleno de traços e ritos adaptados do paganismo, incluindo o uso de roupas sarcerdotais especiais, o uso do incenso, ritos, imagens, etc.
Portanto, depois de vinte séculos, só agora o esforço devotado de inúmeros pesquisadores sérios em todo o mundo pôde levantar o mofo e a poeira de séculos de dogmas e doutrinas espúrias e fazer sobressair, aos poucos, e ainda em seus luminares mais brandos, parte da real mensagem que um meigo jovem da Galileia teve a genialidade e a coragem de lançar ao mundo e que, mesmo que truncada, maquiada e manipulada, teve força suficiente para modificar a história, se mostrando ainda mais linda e impressioanante em sua pureza original que a versão mítica e enviesada que as Igrejas impuseram às massas nestes quase dois mil anos e que, no máximo de deturpação da mensagem de Jesus, deu origem à aberrações sangrentas como as Cruzadas, a "Santa" Inquisição (que, ao contrário do que se pensa, ainda está ativa, embora de forma mais branda, no chamado Conselho para Defesa da Fé, no Vaticano, de que não escaparam de terem suas obras censuradas nem Pierre Teilhard de Chardin, nem Leonardo Boff), e movimentos extremistas como a TFP, por exemplo, no lado Católico e, no lado dos evangélicos, a Igreja Universal do Reino de Deus, entre outros históricos e tristes exemplos. Mas, aos poucos, a mensagem original está sendo regatada, quem sabe para fazer com que o Cristo realmente renasça em cada um e por cada um...
João Pessoa, Paraíba, 15 de janeiro de 2000
Bibliografia
Baigent, Michael; Leigh, Richard & Lincoln, Henry. O Santo Graal e a Linhagem Sagrada. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997.
Charlesworth, James H. Jesus Dentro do Judaísmo. Rio de Janeiro, Imago Editora, 1992.
Crossan, Jean Dominic. O Jesus Histórico. Imago Editora, Rio de Janeiro, 1994.
Dahoui, Albert Paul. Jesus, o Divino Mestre. Niterói, Editora Heresis, 1999.
Miranda, Hermínio C. O Evangelho de Tomé - Texto e Contexto. Niterói, Editora Arte e Cultura, 1992.
O'Grady, Joan. Heresia - O Jogo de Poder das seitas cristãs nos primeiros séculos do cristianismo. São Paulo, Editora Mercuryo, 1994.
Tricca, Maria Helena de Oliveira. - Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia. São Paulo, editora Mercuryo, 1989.
Welburn, Andrew. As Origens do Cristianismo. São Paulo, Editora Best Seller, 1997.
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por
Carlos Antonio Fragoso Guimarães
Quando, hoje, buscamos referências sobre o início do Cristianismo, muito freqüentemente nos debruçamos nos documentos canônicos que constituem o chamado Novo Testamento, ou seja, os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, o texto intitulado Atos dos Apóstulos, as Epístolas de Paulo, de Pedro, de João e de Tiago, e o Apocalipse de João. Subsidiariamente, podemos consultar os escritos do judeu romanizado Flávio Josefo, em especial sua obra Guerras Judáicas, e alguns parcos comentários sobre o nascente movimento dos cristãos feitos por escritores romanos muito depois da morte de Cristo. Mas é pouco lembrado, porém, que os textos oficiais do Novo Testamento foram estabelecidos como tais em uma época bastante posterior aos acontecimentos que envolveram a vida de Jesus e o trabalho desempenhado por seus discípulos diretos, pois o cânone oficial só veio a ser estabelecido em 397 d.C. durante o chamado Concílio de Cartago, onde as diretrizes do que seria a Teologia Romana - paradoxalmente extremamente ligada aos processos políticos e administrativos do mesmo Império que havia perseguido tão duramente os cristãos - foram cristalizadas, num desdobramento político que veio se fazendo desde que Constantino oficializou o cristianismo como a Religião do Império - sem que tivesse, contudo, postergado diretamente a religião pagão anterior.
Por esta época estavam sendo erguidos os estatutos da instituição chamada Igreja - na verdade, mais especificamente os da Igreja Romana, incentivada pelo imperador Constantino, e que, por isso, deveria ser a hegemônica por estar ligada diretamente à sede do Império, pois várias eram as tradições cristãs vigentes, como as da Igreja Grega, a Igreja de Alexandria, a Igreja de Antioquia, a Igreja de Éfeso, a Igreja Copta, a Igreja Gnóstica e outras tradições, nem uma delas mais poderosa que as demais, com excessão, talvez, da Igreja de Alexandria, cujas profundidades ou idéias eram divergentes das de Roma e que seriam vistas e condenadas como ameaças ao poder do núcleo romano, sendo, pois, consideradas heresias. Parte destas igrejas orientais permaneceram críticas da teologia construída por Roma, com especial ênfase na primazia quase supra-humana do bispo de Roma, o Papa, o que levou, no século XI, ao cisma definitivo entre a Igreja Romana e as do Oriente, hoje conhecidas como Igrejas Católicas Ortodoxas.
Os textos que se tornaram a base da Bíblia Cristã oficial foram escolhidos, como hoje sabemos, entre vários outros que circulavam sobre a vida de Cristo à época - alguns extremamente fantasiosos, mas outros com aprofundadas informações sobre Jesus e o pensamento dos cristãos da época - e que, a partir de então, em especial com São Jerônimo, foram editados e copiados em um processo que, atualmente sabe-se, não escapou de ser cheio de manipulações e adaptações aos interesses da nascente instituição religiosa, em especial na construção e edição de um texto dirigido a leitores romanos, orgulhosos de sua nacionalidade e da história de seu Império, o que levou a expedientes como o recheio dos textos com enxertos de frases, supressões ou adendos interpretativos que procuravam dar uma visão de mundo que fosse concorde com os interesses da Igreja que se estabelecia como instituição. Um dos exemplos deste tipo de manipulação é o esforço para se minimizar a participação dos romanos na execução de Jesus, jogando a responsabilidade quase que completamente em cima dos judeus (a esta altura já dispersos pelo Império depois da destruição de Jerusalém por Tito no ano 70), esquecendo-se que o Galileu foi vítima de dois processos: um político-religioso, da parte dos judeus, e outro político, por parte dos romanos. Esta temática será desenvolvida mais adiante.
Os atuais estudiosos das Orígens do Cristianismo, porém, às custas de um esforço hercúleo ainda pouco reconhecido, relativamente livres, em sua maior parte, da pressão política e teológica das Igrejas estabelecidas (sejam Católicas - do Ocidente e/ou do Oriente - ou Protestantes), conseguiram, a partir dos dados de novas descobertas arqueológicas, como os achados vários documentos arqueológicos da época de Cristo (Manuscritos do Mar Morto; inscrições) ou próxima a ela (Evangelho de Tomé), estudos interpretativos e análise de textos, delinear um quadro mais aceitável da história da formação do Cristianismo do que a que se tinha até o início do século, e que era ainda a dada pela teologia oficial.
Após a morte de Jesus que, ao que tudo indica as mais recentes pesquisas (c.f. Bibliografia ao final do texto), teria ocorrido no ano 30 d. C. ( tendo Jesus nascido entre os anos - 8 a - 4 a. C. estando, portanto, nosso calendário errado em ao menos quatro anos ), o incipiente movimento por Ele liderado só não se dissolveu diante da crua realidade da execução do mestre e da forte oposição teológica, policial e política do Sinédrio -- preocupado em manter a ordem pública e evitar a ira de Roma, conseguindo, através de manobras, envolver o movimento galileu num falso halo de conspiração política que despertou a atenção da Administração Romana, o que levou Jesus à morte sob o peso de duas acusações: uma religiosa (blasfêmia) e outra política (Jesus como pretendente ao trono de Davi), sendo a primeira, crime capital pelas leis judáicas; a segunda, crime capital pelas leis de Roma -- por conta das chamadas aparições póstumas do próprio Cristo diante de seus abatidos discípulos, o que lhes estimularam e fortaleceram em seus ideais e lhes deram confiança e coragem para levar adiante o movimento de renovação espiritual, com conseqüências sociais notáveis, iniciado por Jesus. Convém notar, entretanto, que se tais aparições foram o impulso necessário ao maior sucesso religioso de todos os tempos, também causou, logo no princípio, uma mudança de ênfase, nos discípulos mais exaltados, do sentido da mensagem universalista do Nazareno, seu legado mais importante, para o da figura extraordinária do próprio Jesus, que passou a ser visto como muito mais que um iluminado profeta e homem que atingiu o pico mais alto de desenvolvimento humano para o de um Ser não humano, e com Paulo levou paulatinamente à idéia de que Cristo era o próprio Deus.
Não devemos nos espantar com o fato de que o movimento cristão primitivo se aglutinou ante os fenômenos que hoje chamamos de psíquicos, mediúnicos ou paranormais como, por exemplo, os das aparições póstumas de Jesus. Geddes MacGregor, em seu estudo dos vários movimentos cristãos paralelos que floresceram durante os primeiros quatro séculos de nossa era, é mesmo taxativo a este respeito ao dizer que "Toda a literatura do Novo Testamento, para não dizer a vasta literatura não canônica do cristianismo primitivo, foi escrita por e para pessoas que haviam desenvolvido considerável sensibilidade aos fenômenos psíquicos" (Cit. in Miranda, 1992, p. 29), e sobre os quais os vários relatos contidos nos Atos dos Apóstolos, em especial a Conversão de Paulo, por exemplo, são ricos exemplos. Mesmo que não se aceite o fenômeno, convém porém lembrar que foi a convicção dos discípulos nestas aparições que se tornaria o "Big Bang" do maior sucesso religioso de que se tem notícia na História ( sucesso no sentido de se expandir uma doutrina que teve orígem em Jesus, mas que não foi tão bem sucedida da conservação e transmissão da real mensagem original do Cristo, como nos mostram vários estudiosos ).
Apesar das novas idéias e revigoração da ética humana trazidas por Jesus, o grupo galileu ainda era - e assim se via até a diáspora judáica do ano 70 - um movimento de renovação dentro do judaísmo, baseado na herança teológica deste povo, e que visava passar adiante uma mensagem mais espiritualizada e humana da relação entre Deus e os homens e, através desta, uma nova forma de relação ética entre estes, baseada na fraternidade que resulta do fato de todos sermos filhos do mesmo Deus (C.f. a home page Jesus e Sua Mensagem e os livros abaixo relacionados).
Na verdade, apesar da ignomínia e covardia que o Sinédrio havia cometido para com Jesus, ninguém no grupo dos nazarenos pensou em romper com o judaísmo, até mesmo porque, apesar das manipulações de Anás e Caifás, haviam simpatizantes do movimento de Jesus dentro mesmo do Templo e, como judeus que eram, com toda a tradição e história típicas da raça, não havia sequer a possibilidade de pensarem em ser outra coisa que não judeus que acreditavam ser mensageiros de uma atualização da Lei mosáica contida na Torá. Mas com a evolução dos acontecimentos, o que de início começara como um movimento de questionamento e de novas idéias sobre o judaísmo logo iria se transformar em algo mais: teria, aos olhos dos demais judeus, conotações de uma seita - ainda dentro do judaísmo - para, por fim, se delinear como um movimento plenamente independente, em especial a partir da dispersão dos judeus pelo Império - como conseqüências de duas sublevações nacionalistas contra Roma - e do ministério de Paulo pelos países adjacentes à Palestina até chegar em Roma.
De início ainda titubente, diante das forças do Sinédrio e de Roma, mas com a segurança que só a convicção mais absoluta logra obter, os discípulos de Jesus, após as suas últimas aparições e depois do Pentecostes, começaram a sair e se fazer cada vez mais presentes na comunidade judáica, de início em Jerusalém e, logo após, por toda a Palestina. O sucesso da mensagem do Cristo - ou ao menos da parte de sua mensagem que chegou até nós, ainda assim plena de acréscimos, cortes e manipulações, como o demonstram os estudos de experts vários em cristologia (veja a Bilbliografia sugerida abaixo) - se deve em grande medida à força da convicção destes homens e mulheres heróicos nas primeiras décadas da segunda metade do século I de nossa era, muito embora já a ênfase começasse a ser dada, devido ao impacto ocorrido com as aparições de Cristo, mais à figura do histórica de Jesus que ia se transformando em mito - pois para eles, Jesus era o "super-homem" que havia Ressuscitado (ou melhor, se dado a ver algumas vezes "estando as portas trancadas", como disse João em seu Evangelho) - que à sua mensagem propriamente dita, o que era o mais importante.
Eles eram conhecidos, inicialmente, como os Nazarenos ou representantes de um movimento que se intutulava O Caminho e, a rigor, nos primeiros anos, só se diferenciavam de tantos outros braços e correntes do judaismo, como os Fariseus, Saduceus, Essênios, Zelotes e outros, pela sua impetuosidade, pela minoria nômica e pelas idéias - que poderíamos chamar, mantendo a devida diferenciação com a conotação da palavra nos dias de hoje, de socialistas - o que explica, como muito bem nos aponta Mircea Eliade, que de toda produção intelectual da cultura ocidental apenas o Cristianismo e o Marxismo tenham chamado realmente a atenção de outros povos e civilizações, como a Oriental ou a Africana, por exemplo, exatamente porque ambas têm como objetivo resgatar o homem enquanto homem das amarras negras que o prendem, seja por conta de uma visão de mundo ainda brutal, seja por conta de uma visão patriarcal e xenófoba, como no caos do judaísmo ao tempo do Cristo, seja por conta de um sistema econômico explorador, como no caso do Capitalismo, muito bem dissecado por Marx . Outro ponto em comum entre Cristo e Marx foi o fato de que seus seguidores acabavam por os interpretar à sua maneira, como veremos mais adiante, pois muito do que foi dito por Cristo foi recebido de acordo com o entendimento e maturidade espiritual de quem o ouvia, o que não deixou de trazer várias interferências na mensagem original de Jesus.
Devido ao orgulho pátrio, à crença na superioridade do Povo Escolhido de Deus e na esperança da vinda de um Messias que restabeleceria a glória de Israel frente às demais nações, em especial à odiada Roma, por cujo jugo estavam submetidos, bem como a um não completo entendimento da missão espiritual do Mestre, paulatinamente os futuros cristãos mesclariam ainda mais o entendimento parcial da doutrina de Jesus às várias revelações apocalípticas vigentes então, que viam o domínio de Roma sobre Israel um sinal de decadência drástica ao qual só uma reforma radical do mundo, marcando um fim do mundo antigo e trazendo um vitorioso Reino de um Deus dos Exércitos, o Yhavé de Moisés, poderia fazer renascer uma nova humanidade. Daí o cunho escatológico tão freqüente na narração dos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas de Paulo, o que não deixou de se refletir especialmente na redação dos Evangelhos, cujos textos iniciais foram escritos bem depois de Jesus, mais ou menos na época da destruição do Templo no ano 70.
Isso não significa, porém, que já na época de Cristo não houvesse algum ou alguns textos ou mais especificamente algumas anotações feitas por admiradores alfabetizados, contendo os principais pontos de sua doutrina e que tenham servido de base aos debates entre os discípulos e aos demais textos posteriores. Possivelmente estes existiam, se não diretamente contemporâneos a Cristo, ao menos esboçados pouco depois de sua morte. Hoje existe quase uma unanimidade em relação à existência de, ao menos, uma fonte primitiva escrita, que se perdeu. Este texto fonte primário (quelle em alemão) é conhecido entre os especialistas como o Evangelho Q (de quelle), cujos traços podemos ver nos demais evangelhos e que tem, provavelmente, sua expressão mais aproximada no chamado Evangelho de Tomé (ou de Tomás) que foi encontrado, aliás, redescoberto (pois já tínhamos conhecimento da existência deste evangelho nos primeiros quatro séculos de nossa era por meio de citações dos primeiros teólogos da Igreja) em 1945 no Egito, isso se não for quase todo ele, ou boa parte dele, o próprio Evangelho Q, como pensam alguns.
A força da personalidade de Jesus (cujo nome em hebráico é Yoshua sendo Jesus a adaptação latina da forma grega Iesous), junto com a eletrizante notícia de suas aparições iria se amalgamar na imaginação dos novos discípulos que cada vez mais se juntavam aos primeiros para se fazer nascer a crença, com poucas exceções, de que Jesus seria realmente o Messias reformador esperado, tendo poderes supra-humanos no imaginários popular e que não apenas iria fazer surgir uma nova espiritualidade e uma ética social revolucionária decorrente desta - seu real objetivo -, mas que iria, de fato, estabelecer fisicamente um Reino de Deus na Terra em sua segunda vinda ao orbe - tema este que surgiu devido à exaltação dos discípulos e a uma má interpretação das palavras de Jesus, o que se justifica, em parte, pelo fato de que nos primeiros séculos, as várias comunidades cristãs eram formadas por grupetos de gente que estavam espalhadas em áreas díspares, especialmente depois da diáspora dos judeus na década de 70 do século I. Era difícil o contato entre estas comunidades, e muito do que se sabia sobre Cristo era esparso, fragmentário e transmitido oralmente. Nestas comunidades, aos poucos, a ênfase recaia nos talentos de cura extraordinários de Jesus e em seu carisma pessoal, o que fortalecia ainda mais a esperança de ser ele o Messias político esperado, o que, infelizmente, eclipsou grande parte de sua mensagem, e fez nascer a imagem mítica de um ser sobrenatural, singular, cada vez mais distante da humanidade. A ênfase messiânica acabou por contaminar mesmo os escritos evangélicos em detrimento de uma melhor apresentação de sua mensagem e na distorção de certos fatos históricos.
Com o constante crescimento dos simpatizantes da causa do Cristo entre os judeus - não nos esqueçamos que este movimento ainda era visto como um movimento de Reformas dentro do Judaísmo, pelos discípulos, muito embora a visão de Jesus fosse universalista - o Sinédrio se inquietou ainda mais, em ressonância com o crescente clima de rebelião que se fazia sentir em toda a Judéia ocupada. Se antes eles eram relativamente tolerados até mesmo dentro do Templo por demonstrarem seguir as normas das cerimônias ortodoxas, o aumento geométrico de simpatizantes trouxeram os mesmos receios na elite sacerdotal que provocara a morte de Jesus. Pedro e outros apóstolos foram detidos mas escaparam da morte com a ajuda dos aliados que tinham em meio aos sacerdotes - e que, infelizmente, devido às urdiduras de Caifás, não puderam comparecer em grande número ao julgamento de Jesus. A mesma sorte, porém, não tiveram outros discípulos, como por exemplo, Estevão, que foi morto a pedradas, não porque lhe faltassem defensores, mas por causa do ardor de seu posicionamento diante da Doutrina de Cristo, o que feriu muito as susceptibilidades dos Doutores da Lei. Entre os que estavam presentes, um dos mais irados foi Saul de Tarso, que se fizera um implacável combatente das idéias do Cristo (e dos seus discípulos). Ele foi o responsável direto pela prisão de inúmeros discípulos e simpatizantes do Cristo.
Saul (ou Saulo) era exaltado e inteligente, de temperamento forte e com extremo espírito combativo, um futuro sacerdote exemplar do Templo. Mas seu posicionamento ante o cristianismo iria dar uma completa reviravolta.
Em uma de suas viagens, Saul passou por uma experiência psíquica que lhe impactou tanto que de perseguidor passou a ser o maior defensor do cristianismo entre os judeus e, posteriormente, entre os não judeus, chamados por estes de gentios. Na estrada para Damasco, onde iria levar a cabo mais perseguições e prisões de cristãos, Saul teve ele mesmo uma experiência não usual ao ver o próprio Jesus diante de si (os que o acompanhavam presenciaram igualmente "alguma coisa" que não souberam definir).
Ao mesmo tempo, os primeiros judeus helênicos e egípcios, junto com gentios destes mesmos países e que tinham entrado em contato com Jesus e sua doutrina, começaram a formar núcleos em Antioquia e em Alexandria, no que seria os primeiros passos reais do cristianismo pelo mundo.
Após as primeiras perseguições, os ânimos do Sinédrio, em especial diante da atitude moderada de sacerdotes como Gamaliel, se acalmaram por um certo tempo, outros problemas políticos melindrosos com relação à Roma se tornaram mais importantes, mas o movimento Galileu não foi negligenciado totalmente, e por uma década os discípulos que haviam escapado dos primeiros embates diretos com o Sinédrio passaram a retomar à divulgação da Boa Nova com maior sucesso especialmente na Galiléia, região relativamente livre do domínio direto de Roma e mais distante do braço fiscalizador do Sinédrio. O núcleo de Jerusalém ficou sob o comando de um irmão de Jesus chamado Tiago, o Justo (assim chamado por ser fiel cumpridor de grande parte da ortodoxia judáica que não se chocava com as idéias do irmão).
Enquanto isso, Pedro iria ser um grande divulgador da mensagem de Cristo nas demais regiões (muito embora tenha sido ele a começar a fazer de Jesus mais que um Messias espiritual, desenhando-o cada vez mais como o Filho Unigênito de Deus e como o Messias militar que era esperado pelos judeus). Tiago, porém, iria ser morto ao redor do ano 62 por ordem dos sacerdotes do Templo. Esse foi o início de uma nova fase de perseguição aos cristãos na região da judéia, tendo muitos, por isso, procurado refúgio da Galiléia e em outras localidades, até mesmo em outras países, como foi o caso, por exemplo, de Tomé, que foi à Índia, ainda que pelo caminho tenha pregado a outros povos, como os Egipcios e os Persas. Foi Tomé o autor do evangelho que leva seu nome, e que se julgava perdido até que foi reencontrado, como já dissemos, junto com outros documentos, em 1945 no Egito, perto da cidade de Nag Hammadi, uma cópia copta deste evangelho, o que trouxe uma retumbante reviravolta nos estudos cristológicos e históricos, talvez potencialmente maior que a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, que foi feita em 1947. Estudiosos como Elaine Pagels, Helmut Koester, Hans Jonas e outros admitem que os aforismos contidos neste evangelho são os mais próximos das palavras autênticas de Jesus - o que serve como referência para se saber o que foi enxertado na mensagem dos Evangelhos sinóticos oficialmente reconhecidos pela Igreja, sem falar de outros pontos que só são encontrados neste evangelho, o que muito ajuda a esclarecer o real pensamento de Jesus, que é um tanto diferente de muitos pontos defendidos pelas igrejas cristãs oficiais. Para um estudo aprofundado sobre este tema, aconselhamos a leitura de "O Evangelho de Tomé - Texto e Contexto" de Hermínio C. Miranda, 1992, Editora Arte e Cultura, Niterói; e de "O Evangelho de Tomé" de Marvin Meyer, Editora Imago, Rio de Janeiro, 1993.
Ao mesmo tempo, por esta época, a situação política na Judéia tinha chegado a um grau explosivo, com muitas subvleções contra o domínio romano, em especial diante da militância do movimento dos Zelotes, que possuiam vários líderes carismáticos que se supunham, um após outro, serem o próprio Messias.
Em 66 d. C., a maior parte dos judeus se rebelaria contra Roma e seu jugo. A maior parte dos cristãos, que eram pacifistas, se mudaria para cidades neutras, quase nada sofrendo. A destruição definitiva do Templo por Tito e seus soldados fora entendida pelos cristãos como a concretização das palavras de Cristo de que não restaria pedra sobre pedra da esplêndida edificação, refeita há mais de setenta anos por Herodes, o Grande, e que era o coração mesmo da religião judáica. Os judeus que foram dispersos viram com despeito o fato de que os judeus cristãos estavam seguros em cidades ao redor do Jordão, na galiléia e em núcleos judeus no Egito e Síria, onde, aliás, haviam outras correntes do judaísmo com pontos em comum com o cristianismo, como os Essênios e os Terapeutas, e sabiam o que estes diziam a respeito da destruição do Templo. O ódio que começou a se alastrar entre os judeus dispersos e os cristãos acabariam por cindir definitivamente as duas correntes.
Com a expulsão dos judeus de Jerusalém e da Judéia - a diáspora -, os apóstolos e seus discípulos passaram a ser mais atuantes entre os judeus mais abertos à mensagem de Jesus em vários centros cosmopolitas, indo de Damasco à Roma. Enquanto Felipe marcou profunda presença na Samaria e em Cesaréia, João seria o responsável pela fundação de um dos mais importantes núcleos cristãos em Éfeso e outras regiões da Ásia Menor.
Pedro, ao lado de Paulo, era um dos mais infatigáveis divulgadores de Jesus como um ser muito mais divino que humano, esquecendo-se que o próprio Jesus fazia questão de estabelecer a irmandade de todos os filos de Deus, sendo ele o que conseguiu atingir o propósito da vida e se fazer UM com com os desígnios do Pai. Sua pregação se fez em especial pelas regiões adjacentes à Ásia Menor, Capadócia, Bitínia e Ponto, tendo ido várias vezes à própria Roma até ser finalmente cruxificado na cidade imperial em 64 d. C. Foi por intermédio de Pedro e Paulo, exatamente pela presença de ambos em Roma, que se atraiu a atenção e a conversão não só de judeus, como de muitos gentios. Com Pedro, o cristianismo viria a adotar muitos dos elementos do judaísmo, em especial sua ênfase escatológica em um fim dos tempos que estaria próximo, e várias festas tradicionais judáicas, em especial a Páscoa. Com o tempo, a mescla de cerimônias judáicas seria visto pelos cristãos romanos como uma brecha para que outras cerimônias e vestimentas, dos antigos ritos pagãos, fossem igualmente mesclados ao cristianismo.
Como nos fala muito lucidamente Albert Paul Dahoui, "a diáspora facilitou o desenvolvimento do cristianismo, pois o movimento dos judeus de um lugar para outro, suas ligações com o Império, especialmente financeiro, ajudado pelo comércio, pelas estradas e pela paz romanas, acelerou a expansão do novo credo. No entanto, se em Jesus e em Pedro (especialmente neste último) o cristianismo era judeu, em Saul metamorfoseou-se em grego e no catolicismo tornou-se romano" (DAHOUI, 1999, volume VII, p. 301).
A partir da década de 70 em diante, as primeiras edições dos textos que dariam orígem aos evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) começaram a circular entre as comunidades cristãs, mas estas sementes estavam em meio a muitos outros textos que foram totalmente perdidos, ou que nos chegaram na forma de fragmentos ou como textos apócrifos, ou seja, não reconhecidos pela Igreja. Hoje sabemos, como já o dissemos, que os três sinóticos citados acima se basearam em uma fonte em comum que, antes, se pensou ser um texto primitivo do que seria o Evangelho de Marcos, mas hoje já se ventila a hipótese de que esta fonte (quelle em alemão), o famoso evangelho Q seria um conjunto de aforismas e anotações dos ditos de Jesus muito próximos do que se acha inscrito no Evangelho de Tomé, podendo ter algumas anotações biográficas em um outro texto que faria parte do Evangelho de Mateus. Já o Evangelho atribuído a João teve o início de sua redação no fim do século I e tem um linguajar bem diferente, especialmente diante do público alvo a que se dirigia, ou seja, aos gregos. É o mais gnóstico dos quatro evangelhos e o mais próximo, no seu espírito, ao evangelho de Tomé, mas é, igualmente, o que melhor permite ver que foi amplamente modificado em vários pontos, ou seja, que foi escrito por mais de uma mão. Mas, de qualquer forma, deve-se ter em mente que todos foram escritos tendo por objetivo divulgar uma imagem do Cristo, e muito do que foi narrado (e não foi adulterado posteriormente por copistas e editores) ainda assim deve ser visto com certo cuidado, pois se baseiam nas memórias de discípulos das ocorrências de quase quarenta anos antes.
O ministério de Paulo foi, de longe, o mais atribulado do dos demais discípulos do Cristo, ainda que Paulo nunca tivesse tido contato com o próprio Jesus quando este vivia na Terra. Impetuoso, Paulo viajou por quase todo o Império onde haviam comunidades judáicas e teve sérios atritos com os demais discípulos. Tentou apresentar Cristo como um dos grandes Filósofos iniciados, em Atenas, mas teve um êxito desprezível neste primeiro momento. Suas viagens estão narradas nos Atos dos Apóstolos e em documentos vários, como suas Epístolas (ao menos, às que lhe são atribuídas e que não sofreram ainda maiores interferências posteriores que os Evangelhos, sem falar de outras que simplesmente desapareceram depois do século IV). Morreu em Roma, após anos de prisão. Foi este o período em que Saul se transformou em Paulo, o apóstolo dos gentios, e que devido à distância com os demais colegas discípulos e aos anos em meio a várias outras culturas, teve tempo de formar a primeira Teologia sistemática cristã que é um tanto diferente da mensagem original de Cristo, em especial por conter uma forte ideologia patriarcal bem judáica, conter um halo mítico a existência de Cristo e que mais ênfase dá na figura de Jesus que em sua mensagem. Foi dele, embora inconscientemente - ou talvez nem tanto assim - a idéia que, mal interpretada, se insttituiu o dogma da Ressureição física - que por um erro de interpretação posterior, que passou por cima do que Paulo chamava de "Corpo Espiritual" do Cristo, para dar início a uma tradição que iria admitir a volta de Cristo à vida no próprio corpo físico, o que provocou interpolações nos sinóticos, como no caso de João, em que fizeram Tomé - talvez exatamente o mais lúcido dos discípulos - a tocar as chagas de um cadáver que teria retomado a vida, e não pela presença gloriosa de Cristo que se fez presente e visível através da materialização de seu espírito.
Foi Paulo também que instituiu grande parte da idéia de que Cristo morreu para redenção do mundo, tirando parte da responsabilidade pessoal de cada um por seu próprio progresso espiritual, bastando qualquer pessoa se converter para ser salva, devido à fé, e a qualquer tempo durante a vida, e ganhar o paraíso. Esta idéia foi retomada com ardor pelos protestantes 15 séculos depois, e seria a principal marca das Igrejas Reformadas.
Mas a teologia de Paulo foi realmente levada em conta quando as primeiras gerações de cristãos, as que conheceram Jesus ou seus apóstolos, já havia desaparecido. Com o desejo de Constantino de ter um Império com um só Imperador e uma só Igreja, as epistolas de Paulo (já devidamente "editadas" junto a outros documentos que lhe eram atribuídos) foram usados como fundamento para o sistema da teologia Católico-Romana.
Nos fala Alberto Paul Dahoui que "foi através de Paulo que nasceu a teologia cistã, mas este fato não aconteceu de imediato. Um século depois de morto, Saul havia sido esquecido e somente quando as primeiras gerações de cristãos haviam passado, a tradição oral dos apóstolos desapareceu, e as heresias começaram a desorientar o espírito cristão, é que as epístolas de Paulo foram ressuscitadas. Passaram a servir de arcabouço para um sistema de fé que uniu as esparsas congregações em uma poderosa Igreja Central
"Saul havia criado um novo mistério, uma nova forma do drama da ressurreição, que iria sobreviver a todas as demais versões. Ele mesclou a ética utilitária dos judeus com a metafísica dos gregos e transformou o Jesus dos evangelhos no Cristo Invicto da teologia. Para Saul, Cristo morreu na cruz para a redenção do mundo, pois, com sua morte, ele retirou o pecado original do orbe e oferecia, com sua paixão na cruz, a salvação.
"Saul continuaria, entretanto, obscuro e esquecido até que a reforma protestante de Lutero levantou-o das cinzas do passado, e Calvino também encontrasse nele os textos na crença da predestinação. Os dois não entenderam que Saul havia preconizado que o homem justo será salvo pela fé, e não que todos seriam salvos pela fé (...). Com o desvirtuamente das palavras de Saul, qualquer um que aceitasse Jesus estaria imediatamente salvo.
"O protestantismo foi o triunfo de Saul sobre Pedro, e o fundamentalismo foi o involutário triunfo de Saul sobre Cristo e ambos só atestaram que a doutrina de Jesus foi parcialmente esquecida. Jesus, que queria que a maior prova do homem fosse a virtude, acabou sendo substituído pela [mais cômoda] fé preconizada por Saul. Para Jesus, o reino de Deus era uma nova atitude íntima perante a vida, que desembocaria numa sociedade mais justa e fraterna, e para os que usaram Saul de forma indevida, era apenas adesão" (Dahoui, 1999, volume VI, pp. 306-307).
Mais adiante, o mesmo autor arremata:
"O cristianismo não iria destruir o paganismo. Pelo contrário, o novo cristianismo [Romano, mais tarde cindido entre as duas Igrejas Católicas, a do Império Romano do Ocidente e do Império Romano do Oriente, conhecido como Igreja Católica Ortodoxa], que nada tinha a ver com Yeshua de Nazareth, iria adotar os ritos e idéias dos pagãos, assim como de outras religiões existentes na época. Substituiria a profusão de deuses subordinados a um distante Deus criador, por uma multidão de santos subalternos a Jesus Cristo. O espírito grego ressurgiu na teologia e na liturgia da igreja. A língua clássica grega foi usada durante séculos na liturgia, para depois ser substituída pelo latim, mas, mesmo assim, tornou-se o veículo da literatura e ritual cristãos".
Nesse sentido, convém notar que o estabelecimento do dia 25 de dezembro como sendo o dia de Natal do Senhor convinha ao Império por ser a data tradicional de celebração do solstício de inverno, onde se celebrava a volta do Sol Invictus, símbolo adotado por Constantino. O solstício de inverno era também comemorado em outras culturas pagãs e representava o ponto máximo do inverno, o ponto onde recomeçaria o ciclo da volta do sol.
As conseqüências da oficialização e institucionalização do cristianismo pelo Império - ou melhor, a adaptação romana da mensagem original do Cristo - não tardou a dar estranhos frutos: exatamente na época da "conversão" de Constantino (entre aspas, pois o imperador manteve implicitamente a liberdade de culto às demais religiões e aos muitos ritos, tradições e costumes pagãos, sendo ele mesmo o incentivador de que todos os considerassem uma espécie de encarnação divina, adotando o emblama tradicional do Sol Invictos dos cultos pagãos como estandarte e selo próprios) em 325, sendo o bispo de Roma, à época, Silvestre I, a promoção pelo Imperador, por desejo pessoal, com base num jogo de táticas políticas, e sem levar em consideração o que pensasse o bispo (ou papa) de Roma, do Concílio de Nicéia, tendo expulso neste perto 1.700 participantes do conclave composto por 2.048 pessoas, exatamente os que se recusaram a aceitar a imposição do imperador em declarar, a partir de então, como meio de realçar ainda mais as ligações entre a religião e o Estado de um Único Poderoso Imperador, que Jesus não era tão só o filho de Deus, mas o próprio Deus, e, portanto, Imperador do Universo do qual Roma e seu Império deveriam ser espelhos. Desde então, passou-se a construção de uma Teologia Católico Romana, que se esforçou para eliminar qualquer traço de oposição ou crítica ao que passou a ser imposto como o cristianismo oficial, pleno de traços e ritos adaptados do paganismo, incluindo o uso de roupas sarcerdotais especiais, o uso do incenso, ritos, imagens, etc.
Portanto, depois de vinte séculos, só agora o esforço devotado de inúmeros pesquisadores sérios em todo o mundo pôde levantar o mofo e a poeira de séculos de dogmas e doutrinas espúrias e fazer sobressair, aos poucos, e ainda em seus luminares mais brandos, parte da real mensagem que um meigo jovem da Galileia teve a genialidade e a coragem de lançar ao mundo e que, mesmo que truncada, maquiada e manipulada, teve força suficiente para modificar a história, se mostrando ainda mais linda e impressioanante em sua pureza original que a versão mítica e enviesada que as Igrejas impuseram às massas nestes quase dois mil anos e que, no máximo de deturpação da mensagem de Jesus, deu origem à aberrações sangrentas como as Cruzadas, a "Santa" Inquisição (que, ao contrário do que se pensa, ainda está ativa, embora de forma mais branda, no chamado Conselho para Defesa da Fé, no Vaticano, de que não escaparam de terem suas obras censuradas nem Pierre Teilhard de Chardin, nem Leonardo Boff), e movimentos extremistas como a TFP, por exemplo, no lado Católico e, no lado dos evangélicos, a Igreja Universal do Reino de Deus, entre outros históricos e tristes exemplos. Mas, aos poucos, a mensagem original está sendo regatada, quem sabe para fazer com que o Cristo realmente renasça em cada um e por cada um...
João Pessoa, Paraíba, 15 de janeiro de 2000
Bibliografia
Baigent, Michael; Leigh, Richard & Lincoln, Henry. O Santo Graal e a Linhagem Sagrada. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1997.
Charlesworth, James H. Jesus Dentro do Judaísmo. Rio de Janeiro, Imago Editora, 1992.
Crossan, Jean Dominic. O Jesus Histórico. Imago Editora, Rio de Janeiro, 1994.
Dahoui, Albert Paul. Jesus, o Divino Mestre. Niterói, Editora Heresis, 1999.
Miranda, Hermínio C. O Evangelho de Tomé - Texto e Contexto. Niterói, Editora Arte e Cultura, 1992.
O'Grady, Joan. Heresia - O Jogo de Poder das seitas cristãs nos primeiros séculos do cristianismo. São Paulo, Editora Mercuryo, 1994.
Tricca, Maria Helena de Oliveira. - Apócrifos, Os Proscritos da Bíblia. São Paulo, editora Mercuryo, 1989.
Welburn, Andrew. As Origens do Cristianismo. São Paulo, Editora Best Seller, 1997.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
10 MOTIVOS PARA NÃO CELEBRAR O NATAL
10 MOTIVOS PARA NÃO CELEBRAR O NATAL
1- Porque a Bíblia não manda celebrar o nascimento.
2- Porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi designada por Roma numa aliança pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo, de acordo com o calendário Judaico Jesus nasceu em setembro ou outubro.
3- A igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a preparação do caminho do Senhor, e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não prepara para Ele voltar.
4- O natal é uma festa que centraliza a visão do palpável e esquece do que é espiritual. Pra Jesus o mais importante é o Reino de Deus que não é comida nem bebida, mas justiça e paz no espírito.
5- Porque o natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e engordar os ricos. É uma festa de ilusão onde muitos se desesperam porque não podem comprar um presentinho para os filhos.
6- Porque esta festividade está baseada em culto à falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se recebemos o natal pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira?
O natal é a principal tradição do sistema corrupto, denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgiu na antiga Babilônia de Ninrode. Na verdade suas raízes datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio.
Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou, rebelde”.
Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam deste indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.
Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.
Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, e esta é a verdadeira origem da “árvore de natal”.
Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo) transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete, encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo.
7- Esta festa não glorifica a Jesus pois quem a inventou foi a igreja católica romana, que celebra o natal diante dos ídolos (estátuas). Jesus é contra a idolatria e não recebe adoração dividida.
8- Porque os adereços (enfeites) de natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga que (que são demônios): Árvore de Natal – é um ponto de contato que os demônios gostam. No ocultismo oriental os espíritos são invocados por meio de uma árvore. De acordo com a enciclopédia Barsa, a árvore de natal é de origem germânica, datando o tempo de São Bonifácio, foi adotada para substituir o sacrifício do carvalho de ODIM, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus menino. Leia a bíblia e confira em Jeremias 10:3,4; I Reis 14:22,23; Deuteronômio 12:2,3; II Reis 17:9,10; Isaías 57:4,5; Deuteronômio 16:21 e Oséias 4:13.
As velas acendidas – faz renascer o ritual dos cultos ao deus sol.
As guirlandas – são símbolos da celebração memorial aos deuses, significam um adorno de chamamento e legalidade da entrada de deuses.
A Bíblia nunca anunciou que Jesus pede guirlandas, ou que tenha recebido guirlandas no seu nascimento, porque em Israel já era sabido que fazia parte de um ritual pagão. O presépio – seus adereços estão relacionados diretamente com os rituais ao deus-sol. É um altar de incentivo à idolatria, que é uma visão pagã.
A Palavra de Deus nos manda fugir da idolatria (I Coríntios 10:14,15; Gálatas 5:19,21). Papai Noel – é um ídolo, um santo católico chamado Nicolau, venerado pelos gregos e latinos em dezembro, sendo que sua figura é a de um gnomo buxexudo e de barba branca. O gnomo de acordo com o dicionário Aurélio é um demônio da floresta.
Troca de presentes – na mitologia significa eternizar o pacto com os “deuses”.
Ceia de Natal – um convite à glutonaria nas festas pagãs ao deus-sol o banquete era servido a meia –noite.
9- O natal de Jesus não tem mais nenhum sentido profético pois na verdade todas as profecias que apontavam para sua primeira vinda à terra já se cumpriram. Agora nossa atenção de se voltar para sua Segunda vinda.
10- A festa de natal traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza, o que muitos dizem ser saudades de Jesus, mas na verdade é um espírito de opressão que está camuflado, escondido atrás da tradição romana que se infiltrou na igreja evangélica, e que precisamos expulsar em nome de Jesus.
»» Veja também PESQUISA COMPLETA SOBRE O NATAL
PROCEDIMENTO PRÁTICO
Temos um Deus que transforma maldição em bênção. Agora não somos mais ignorantes quanto a festividade iniciada na Babilônia. Qual deve ser então nosso procedimento prático?
1 - Lançar fora toda dependência sentimental da data do “sol invictus” ( 25 de dezembro ).
2 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32 – Nos livrarmos de todo enfeite com motivos natalinos pois sabemos suas origens.
3 - Não ficarmos sujeitos financeiramente à comidas importadas típicas. É um dia como outro qualquer.
4 - Resistirmos ao espírito satânico de gastos no natal, principalmente se houverem dívidas. Vigiar as “ofertas do papai noel”. Só devemos comprar o necessário. Mamon, demônio das riquezas, criou dependência na mente humana onde as pessoas têm de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova, etc.
5 - Devemos aproveitar a data (Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade. Colossenses 4:5) para estar com parentes e amigos em suas casas, falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus corações, pois este é o verdadeiro presente que o “aniversariante” quer receber. É um propício momento evangelístico, quando encontramos pessoas com o coração aberto para ouvir de Jesus.
6 - Entender que a maioria dos crentes não visualiza a situação do natal, preferindo viver segundo seus sentimentos e tradições.
7 - Não confundir Passagem do Ano com Natal. Não é errado desejar feliz Ano Novo para alguém, mas sim, Feliz Natal. Podemos usar algumas expressões: Que Jesus nasça no seu coração (ou na sua vida)!
“ E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa , agradável, e perfeita vontade de DEUS. ” (Romanos 12: 2)
Fonte: montesiao.pro.br
1- Porque a Bíblia não manda celebrar o nascimento.
2- Porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi designada por Roma numa aliança pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo, de acordo com o calendário Judaico Jesus nasceu em setembro ou outubro.
3- A igreja do Senhor está vivendo a época profética da festa dos tabernáculos, que significa a preparação do caminho do Senhor, e, se você prepara o caminho para Ele nascer, não prepara para Ele voltar.
4- O natal é uma festa que centraliza a visão do palpável e esquece do que é espiritual. Pra Jesus o mais importante é o Reino de Deus que não é comida nem bebida, mas justiça e paz no espírito.
5- Porque o natal se tornou um culto comercial que visa render muito dinheiro. Tirar dos pobres e engordar os ricos. É uma festa de ilusão onde muitos se desesperam porque não podem comprar um presentinho para os filhos.
6- Porque esta festividade está baseada em culto à falsos deuses nascidos na Babilônia. Então, se recebemos o natal pela igreja católica romana, e esta por sua vez recebeu do paganismo, de onde receberam os pagãos? Qual a origem verdadeira?
O natal é a principal tradição do sistema corrupto, denunciado inteiramente nas profecias e instruções bíblicas sobre o nome de Babilônia. Seu início e origem surgiu na antiga Babilônia de Ninrode. Na verdade suas raízes datam de épocas imediatamente posteriores ao dilúvio.
Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Ele organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou, rebelde”.
Sabe-se bastante de muitos documentos antigos que falam deste indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.
Ninrode era tão perverso que se diz que casou-se com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.
Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, e esta é a verdadeira origem da “árvore de natal”.
Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra. Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “Virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo) transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora; o presépio é uma continuação do mesmo em nossos dias, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete, encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou minha senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo.
7- Esta festa não glorifica a Jesus pois quem a inventou foi a igreja católica romana, que celebra o natal diante dos ídolos (estátuas). Jesus é contra a idolatria e não recebe adoração dividida.
8- Porque os adereços (enfeites) de natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga que (que são demônios): Árvore de Natal – é um ponto de contato que os demônios gostam. No ocultismo oriental os espíritos são invocados por meio de uma árvore. De acordo com a enciclopédia Barsa, a árvore de natal é de origem germânica, datando o tempo de São Bonifácio, foi adotada para substituir o sacrifício do carvalho de ODIM, adorando-se uma árvore em homenagem ao Deus menino. Leia a bíblia e confira em Jeremias 10:3,4; I Reis 14:22,23; Deuteronômio 12:2,3; II Reis 17:9,10; Isaías 57:4,5; Deuteronômio 16:21 e Oséias 4:13.
As velas acendidas – faz renascer o ritual dos cultos ao deus sol.
As guirlandas – são símbolos da celebração memorial aos deuses, significam um adorno de chamamento e legalidade da entrada de deuses.
A Bíblia nunca anunciou que Jesus pede guirlandas, ou que tenha recebido guirlandas no seu nascimento, porque em Israel já era sabido que fazia parte de um ritual pagão. O presépio – seus adereços estão relacionados diretamente com os rituais ao deus-sol. É um altar de incentivo à idolatria, que é uma visão pagã.
A Palavra de Deus nos manda fugir da idolatria (I Coríntios 10:14,15; Gálatas 5:19,21). Papai Noel – é um ídolo, um santo católico chamado Nicolau, venerado pelos gregos e latinos em dezembro, sendo que sua figura é a de um gnomo buxexudo e de barba branca. O gnomo de acordo com o dicionário Aurélio é um demônio da floresta.
Troca de presentes – na mitologia significa eternizar o pacto com os “deuses”.
Ceia de Natal – um convite à glutonaria nas festas pagãs ao deus-sol o banquete era servido a meia –noite.
9- O natal de Jesus não tem mais nenhum sentido profético pois na verdade todas as profecias que apontavam para sua primeira vinda à terra já se cumpriram. Agora nossa atenção de se voltar para sua Segunda vinda.
10- A festa de natal traz em seu bojo um clima de angústia e tristeza, o que muitos dizem ser saudades de Jesus, mas na verdade é um espírito de opressão que está camuflado, escondido atrás da tradição romana que se infiltrou na igreja evangélica, e que precisamos expulsar em nome de Jesus.
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PROCEDIMENTO PRÁTICO
Temos um Deus que transforma maldição em bênção. Agora não somos mais ignorantes quanto a festividade iniciada na Babilônia. Qual deve ser então nosso procedimento prático?
1 - Lançar fora toda dependência sentimental da data do “sol invictus” ( 25 de dezembro ).
2 - Instruirmos nossos filhos e discípulos: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32 – Nos livrarmos de todo enfeite com motivos natalinos pois sabemos suas origens.
3 - Não ficarmos sujeitos financeiramente à comidas importadas típicas. É um dia como outro qualquer.
4 - Resistirmos ao espírito satânico de gastos no natal, principalmente se houverem dívidas. Vigiar as “ofertas do papai noel”. Só devemos comprar o necessário. Mamon, demônio das riquezas, criou dependência na mente humana onde as pessoas têm de estar nas festividades de fim de ano com casa nova, roupa nova, etc.
5 - Devemos aproveitar a data (Andai em sabedoria para com os que estão de fora, usando bem cada oportunidade. Colossenses 4:5) para estar com parentes e amigos em suas casas, falando da necessidade do nascimento de Jesus em seus corações, pois este é o verdadeiro presente que o “aniversariante” quer receber. É um propício momento evangelístico, quando encontramos pessoas com o coração aberto para ouvir de Jesus.
6 - Entender que a maioria dos crentes não visualiza a situação do natal, preferindo viver segundo seus sentimentos e tradições.
7 - Não confundir Passagem do Ano com Natal. Não é errado desejar feliz Ano Novo para alguém, mas sim, Feliz Natal. Podemos usar algumas expressões: Que Jesus nasça no seu coração (ou na sua vida)!
“ E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa , agradável, e perfeita vontade de DEUS. ” (Romanos 12: 2)
Fonte: montesiao.pro.br
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O que significa arrebatamento da igreja
O que significa arrebatamento da igreja
A palavra arrebatamento é sinônima de rapto, do Latim rapio, que quer dizer “tirar para fora”. O Arrebatamento, então, é momento em que o Senhor vem nas nuvens de glória, fisicamente (veja Atos 1.11), para levar deste mundo – também fisicamente – todos aqueles que morreram em Cristo e os que estão vivendo como crentes no Salvador. I Tessalonicenses 4.16-17 o descreve: “ Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles [os mortos em Cristo] nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”
Assim como a palavra “Trindade” não está na Bíblia, a palavra “Arrebatamento” também não está, mas com um exame cuidadoso das Escrituras descobrimos que ambas são claramente explicadas. Também a palavra “Bíblia” não está na Bíblia, mas todos sabemos que ela é a “Bíblia”!
Um Mistério…
Em I Coríntios, capítulo 15, o Apóstolo Paulo nos ensina sobre a certeza da ressurreição de todos os crentes dentre os mortos. Ele também nos ensina que nossos corpos mudarão, serão transformados em um maravilhoso corpo eterno e imortal. Paulo declara que os nossos novos corpos trarão “ a imagem do celestial ” (verso 49), e no verso 50 ele explica porque precisamos de novos corpos, “ E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. ” Então, como serão esses corpos?
Bem, o Senhor Jesus mesmo é o nosso exemplo. O Ressureto Senhor Jesus podia aparecer e desaparecer conforme a sua vontade (Lucas 24.31; João 20.19). Podia se mover através de paredes sólidas (João 20.19,26). Podia ser visto e sentido (Mateus 28.9; Lucas 24.36-42). Ele podia comer alimentos, apesar de ser aparentemente desnecessário (Lucas 24.41-43). Apesar de glorificado, Jesus podia ser reconhecido (Lucas 24.30-31). Nossos corpos ressuretos não mais experimentarão morte, envelhecimento, choro, tristeza ou dor (Apocalipse 21.4). Não sei quanto a você, mas eu não posso esperar por meu novo corpo. Então, isso significa que todos precisaremos morrer para conseguir nosso novo corpo?
Bem, na metade do ensinamento de Paulo sobre a ressurreição, ele diz, “Ouçam”, deixem-me mostrar um mistério. Ele continuou dizendo:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” I Coríntios 15.51-57
Esse mistério é o Arrebatamento. Então, agora não é mais um mistério. Chamamos de arrebatamento porque “rapio” significa “tirar para fora” em Latim. Vamos examinar I Coríntios 15.51-57 com muito cuidado, para recebermos toda a extensão do impacto. Primeiro, … nem todos dormiremos (morreremos, pereceremos), mas seremos TODOS transformados (TODOS os crentes, não só alguns), …num momento, num abrir e fechar de olhos (repentinamente, violentamente), …os mortos (crentes que morreram) …ressuscitarão incorruptíveis (imperecíveis, eternos, indestrutíveis), e nós seremos transformados (receberemos nossos novos corpos celestiais). Pois o que é corruptível (habitantes da terra, humanos) precisa se revestir de incorruptibilidade (eternidade, indestrutibilidade).
A Prova do Velho Testamento
Vamos primeiro ao Velho Testamento para ver se podemos apontar na direção correta.
Tudo bem, você quer mais provas. Eu achei que sim, então tomei a liberdade de encontrar mais versículos. Tanto o Velho quanto o Novo Testamento contêm provas escriturais descrevendo o Arrebatamento e até mesmo nos falam de duas pessoas que foram arrebatadas no Velho Testamento. Sim, o Arrebatamento não é uma idéiá nova, como alguns sugerem, mas ocorreu antes do tempo de Jesus na Terra.
Enoque Arrebatado
No Livro de Gênesis, o primeiro da Bíblia, lemos a história de um homem chamado Enoque. A Bíblia Diz: “ E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou. ” Gênesis 5.21-24
Assim, bem no comecinho da Bíblia, o primeiro Arrebatamento acontece. Num momento Enoque está na terra, então, BUM!, no momento seguinte, num piscar de olhos, ele está no Céu. O Novo Testamento, no Livro de Hebreus, isso é reforçadô. Lemos em Hebreus 11.5: “ Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. ”
Você pode imaginar quão misterioso e excitante o Arrebatamento será, VOCÊ ESTÁ PRONTO?
Elias Arrebatado
Hei, eu pensei que você tinha dito que existem duas ocorrências de Arrebatamento no Velho Testamento! Agüenta aí, eu já estava chegando ao Arrebatamento nº. 2, a história de Elias, o Profeta. Elias era um poderoso profeta de Deus e tinha sido utilizado bastante ostensivamente em um ministério terreno. Mas agora Deus decidiu que seu ministério (propósito) na terra tinha sido atingido. Era hora de se aposentar. O trabalho para Deus naturalmente tem o melhor plano de aposentadoria e, que melhor lugar para aproveitar uma aposentadoria do que no Céu? Não foi como se Elias estivesse abandonando completamente seu ministério. Ele tinha um aprendiz, que trabalhava com ele, para substituí-lo. Seu nome era Eliseu. Agora Elias, sendo sábio e cheio de sabedoria divina, sabiá que Deus estava vindo para arrebatá-lo. Ele também sabiá que se seu jovem assistente Eliseu testemunhasse esse evento, sua fé seria grandemente fortalecida.
Uau! Leia com atenção as palavras sobre esse acontecimento, elas são impressionantes. E você pensava que a vida era tediosa e primitiva naqueles dias! Em II Réis 2.1-12 lemos: “ SUCEDEU que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu. E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Bétel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Bétel.Então os filhos dos profetas que estavam em Bétel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó. Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu SENHOR por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos. E foram cinqüenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão. Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te fáça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Péço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará.E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu…”
Ver é acreditar. Eliseu observou enquanto Deus arrebatava Elias para o Céu e sabemos que tendo visto isso com os próprios olhos, foi grandemente encorajado e continuou com seu próprio e poderoso ministério terreno. Agora pense, o que acontecerá quando todos os crentes forem arrebatados? Na era atual, tenho certeza que será capturado em filme ou vídeo para que todos vejam, e a filmagem será mostrada por todo o mundo.
Bônus…
Eis um bônus do Velho Testamento que eu darei sem custo extra. Leia cuidadosamente as palavras do Profeta Isaías:
“Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” Isaías 26.19-20
Novamente podemos ver o padrão de eventos chamado Arrebatamento. Os mortos viverão novamente, seus corpos subirão (serão arrebatados), se reunirão com os arrebatados vivos (nós, os crentes vivos hoje) e serão protegidos, fechados atrás das portas até que a ira de Deus tenha passado na terra.
O Que Você Está Esperando?
A Prova do Novo Testamento
Muito bem, isso foi legal, mas isso foi no Velho Testamento. E quanto ao Arrebatamento no Novo Testamento? Tudo bem, lá vamos nós. No Livro de Atos, capítulo 8, lemos a história de Felipe, um dos Apóstolos da Igreja Primitiva. Veja se você consegue encontrar o Arrebatamento nessa narrativa de seu testemunho a um oficial Etíope:
“E o anjo do SENHOR falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração, Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías. E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus. E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho. E Filipe se achou em Azoto e, indo passando, anunciava o evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia.” Atos 8.26-40
Então, onde está o Arrebatamento? Numa passagem frequentemente ignorada, versos 39-40. Felipe é sobrenaturalmente removido do deserto e se materializa na cidade de Azoto de onde continua pregando o Evangelho em várias cidades. No verso 39, encontramos a palavra Grega “harpazo”, traduzida na versão King James como “levou para longe”. “Harpazo” significa “tomar posse repentinamente, à força” e é traduzida por “arrebatados” em I Tessalonicenses 4.17, onde o Arrebatamento reúne os crentes, tanto mortos quanto vivos, com o Senhor, num piscar de olhos. Então, o primeiro arrebatamento do Novo Testamento (isto é, depois de Cristo – Marcos 16.19) é uma SUPRESA, até mesmo para o Apóstolo!
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I Coríntios 15.50-54
Nessa passagem, o Apóstolo Paulo descreve a transformação do crente no Reino Celestial de Deus. Um corpo humano corruptível, mortal, não pode entrar no Reino, portanto, os crentes receberão novos corpos que são incorruptíveis e imortais. Paulo revela um mistério: nem todos os crentes morrerão, mas alguns será trasladados para o Reino de Deus num piscar de olhos. Durante o Arrebatamento, Cristãos vivos entrarão diretamente no Reino sem experimentar a morte. Paulo usa o termo “dormir” que é uma expressão idiomática Grega ou metáfora para a morte física. Mas, quando um crente, morto ou vivo, é transformado, ele se torna imortal por toda a eternidade:
“Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade…”
I Tessalonicenses 4.13-18
O Apóstolo Paulo novamente usa a metáfora para a morte física, desta vez explicando claramente que aquele Cristãos que tenham experimentado a morte física serão ressuscitados por Cristo. Aqui vemos novamente o Arrebatamento no verso 17, que é a palavra Grega “harpazo” traduzida no Português para “arrebatado”:
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”
Apocalipse 12.5
A palavra Grega “harpazo” é novamente traduzida no Português para “arrebatado” em Apocalipse 12.5. Aqui ela é usada para descrever a ascensão de Cristo para o Céu; um evento de Arrebatamento demonstrado:
“E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.”
Lucas 24.49-53
No Evangelho de Lucas, Jesus diz aos Discípulos para aguardarem o Espírito Santo de Deus, o qual Jesus enviaria a eles após ascender para a mão direita do Pai. Ele ordena aos Discípulos que permaneçam na cidade de Jerusalém até que o Espírito venha sobre eles. Na cidade de Betânia, Jesus abençoa Seus Discípulos e Ascende para o Reino de Deus nas alturas. Seu Arrebatamento encontra-se no verso 51:
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. Então os levou fora, até Betânia; e levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu. E, depois de o adorarem, voltaram com grande júbilo para Jerusalém; e estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.”
Atos dos Apóstolos 1.6-11
A Ascensão de Cristo ao Céu é descrita no primeiro capítulo de Atos; um livro escrito pelo mesmo autor do Evangelho de Lucas. O Apóstolo Lucas é classicamente conhecido como um médico que atentava para os detalhes. Como esperado, essa passagem contém uma grande quantidade de informações. Primeiro os Discípulos perguntaram a Jesus se Israel seria logo restaurada como Seu Reino. Jesus tinha outros planos, que incluíam o nascimento da Igreja Gentílica e a evangelização do mundo. Portanto, Jesus lhes disse que os tempos determinados (“tempos”) e quanto tempo passaria (“épocas”) eram um mistério de Deus o Pai e conhecido somente por Ele. Apesar de os sinais serem visíveis, o dia e hora exatos não são conhecidos. O evento de Arrebatamento demonstrado nesta passagem ocorre no verso 9, imediatamente após Jesus reafirmar a Grande Comissão. Repentinamente, dois anjos, que sempre aparecem como homens na Bíblia, informa aos Discípulos que a Segunda Vinda visível de Cristo ocorrerá de maneira semelhante, apesar de ao contrário:
“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
Apocalipse 11.11-12
Em Apocalipse, capítulo 11, nós vemos um outro evento de Arrebatamento demonstrado, quando Deus ressuscita as Duas Testemunhas e as leva diretamente para o Céu aos olhos de todo o mundo:
“E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.”
Apocalipse 4.1
Em Apocalipse, capítulo 4, vemos ainda outro evento de Arrebatamento demonstrado, quando o Apóstolo João é chamado ao Céu para ver os eventos do futuro. Esse evento é muito parecido com o da jornada do Apóstolo Paulo em II Coríntios:
“DEPOIS destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.”
II Coríntios 12.2-4
Em II Coríntios, “harpazo” é novamente traduzida no Português para “arrebatado”, descrevendo o arrebatamento corpóreo do Apóstolo Paulo para o Céu. O Primeiro Céu é o firmamento acima da terra. O Segundo Céu inclui o que é chamado de Espaço Sideral. O Terceiro Céu é o lugar de habitação do Deus Todo Poderoso:
“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.”
Lucas 17.26-36
Jesus fala sobre o Arrebatamento no Evangelho de Lucas. Apesar de falar de dois eventos destrutivos, o importante é que focaliza no fato de que os crentes serão removidos por Deus antes que os tempos REALMENTE difíceis aconteçam sobre a terra, isto é, antes da ira de Deus ser derramada. Com relação a Sodoma e Gomorra, a destruição acontece depois que Ló partiu de Sodoma. O Arrebatamento é visto nos versos 34-36, que também demonstram que o evento acontecerá simultaneamente em cada um dos três principais fusos horários da terra. O trabalho no campo é feito pela manhã (36), a moenda é feita à tarde (35) e dormir, é claro, ocorre à noite (34):
“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também será nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os destruiu a todos. Como também da mesma forma aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os destruiu a todos; assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado, tendo os seus bens em casa, não desça para tirá-los; e, da mesma sorte, o que estiver no campo, não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Qualquer que procurar preservar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, conservá-la-á. Digo-vos: Naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado. Duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e a outra será deixada. [Dois homens estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado.]”
Mateus 24.37-44
Jesus novamente fala sobre o Arrebatamento no Evangelho de Mateus. Aqui, Ele fala novamente do destrutivo dilúvio. Entretanto, o ponto focal desta passagem é que a maior parte do mundo está ocupado com suas atividades “normais” de sua vida diária. Assim, eles não compreenderam o que estava por vir e os pegou de surpresa, a despeito da pregação de Noé. O Arrebatamento é visto nos versos 40-41 mas somente dois fusos horários são referenciados aqui. A palavra Grega “parousia” é traduzida aqui como “vinda”. Entretanto, a última parte declara absolutamente que o Arrebatamento será uma SURPRESA e ocorrerá em um dia normal, tedioso, quando nem mesmo os Cristãos pensarem:
“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.”
Lucas 21.34-36
Por quase 2.000 anos, os Cristãos têm ansiosamente esperado pelo Retorno de Jesus Cristo à terra. Essa éspera inspirou fervoroso evangelismo e firmeza nas tribulações. Jesus admoestou os Cristão a não se preocuparem tanto com os cuidados desta vida, pois podem se tornar infrutíferos. Jesus o Fiel será considerado digno de ESCAPAR as coisas terríveis que sobrevirão à terra nos Últimos Dias. Parece um “escapismo” ridículo, mas o próprio Jesus o ensinou:
“E OLHAI POR VÓS, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos CUIDADOS DA VIDA, e VENHA SOBRE VÓS DE IMPROVISO AQUELE DIA. Porque VIRÁ COMO UM LAÇO SOBRE TODOS os que habitam na face de toda a terra. VIGIAI, pois, EM TODO O TEMPO, ORANDO, para que SEJAIS HAVIDOS POR DIGNOS DE EVITAR TODAS ESTAS COISAS QUE HÃO DE ACONTECER, e de estar em pé diante do Filho do homem.”
O Grande Escape
Não Fique Para Trás
Ainda bem que ainda não é muito tarde, já que o Arrebatamento ainda não aconteceu. Ainda há tempo. Mas somente Deus sabe quanto tempo resta.Você ainda pode fazer alguma coisa a respeito.
Mas o tempo está se esgotando… não seja deixado para trás… Se o Arrebatamento já aconteceu, leia o que se segue, sua vida depende disso:
Após termos ido embora, eis o que você pode esperar e como você pode sobreviver à hora mais escura da história do Planeta Terra.
Primeiramente, se só agora você está lendo isto, após milhões de pessoas terem simultaneamente desaparecido do planeta – saiba que este evento está plenamente explanado na Bíblia. Os Cristão o chamaram de “Arrebatamento”, e simplificando, Jesus tomou os seus fiei para o Céu. O Apóstolo Paulo escreveu, anos atrás, sobre o Arrebatamento: “… nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (I Coríntios 15.51-52).” Agora, nós já fomos transformados. Todos os que morreram como fiéis Cristãos em anos passados receberam novos corpos imortais, foram levados para o Céu e o restante de nós imediatamente os seguimos: “… nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor (I Tessalonicenses 4.17).”
Você está agora vivendo no Tempo do Fim. A Bíblia prediz grandes males e grandes desastres que estarão sobre a terra nos Dias Finais. Tendo a Igreja ido, Satanás irá literalmente “governar o mundo” por um curto período – menos de sete anos – antes que Jesus apareça fisicamente, para guerrear contra ele (Jesus Cristo aparecerá primeiramente sobre o Monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e ele se dividirá em dois – Zacarias 14.4). Você ainda tem a chance de estar do Seu lado. Não acredite no que quer que os cientistas do mundo, líderes religiosos e governos ofereçam como explicação para o nosso desaparecimento. Eles muito provavelmente dirão que óVNIS ou extraterrestres certas pessoas “fracas” ou “resistentes”, para preparar espiritualmente a humanidade para uma Era Dourada, ou Utopia. Isso é uma falsidade que a bíblia declara irá enganar aqueles que recusaram a mensagem do Evangelho: “A esse (A Besta, do Livro do Apocalipse) cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade (II Tessalinicenses 2.9-12).” Leitor, agora é a hora de você ter “o amor da verdade para ser salvo.” Quer sejam óVNIS ou qualquer outra explicação, saiba que Deus pré-ordenou que a uma grande falsidade será permitido enganar aqueles que recusaram o Evangelho. Até agora, esse número incluiu você. Espero que o Arrebatamento, o fato de que – assim como certos outros acontecimentos que você testemunhará em breve – foi profetizado na Bíblia, e resumido antes do tempo para você aqui, tenha trabalhado para convencê-lo da verdade da Palavra de Deus. Você fará bem em crer no restante dela daqui para frente.
Em breve, um sistema mundial unificado emergirá, e reunirá todas as nações um único sistema político e religioso global – uma nova ordem mundial. Em breve essa Besta, e seu sistema global, oferecerá oposição na terra a quem for Cristão nesta era: “… e vi subir do mar uma … e o dragão (Satanás) deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio … E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu (dizendo mentiras convincentes sobre nós, os arrebatados). E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; E DEU-SE-LHE PODER SOBRE TODA A TRIBO, E LÍNGUA, E NAÇÃO (seja advertido agora – a Bíblia já predisse que o sistema mundial que evoluirá é dirigido por Satanás – não seja enganado). E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto (Jesus Cristo que verteu seu sangue para morrer pelos pecados e resgatar as almas para o Céu) … Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada (esse bem pode ser você, se você receber a Jesus Cristo agora e rejeitar o sistema mundial, mas há boas notícias chegando) … (Apocalipse 13.1-10).”
Saiba que esse homem será considerado um grande pacificador e líder. Ele é um enganador e poderá ele mesmo ser enganado. Mas a Bíblia predisse o seu reino e você não poder se tornar parte desse sistema mundial, ou estará perdido para sempre. O discípulo da Primeira Besta (há duas Bestas preditas) em breve estabelecerá uma moeda mundial, que operará eletronicamente através de uma marca, ou tatuagem a laser, talvez mesmo um código de barras ou algo similar, na pele da pessoa: “E vi subir da terra outra besta … E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. … E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome Apocalipse 13.11-17).” NÃO RECEBA ESSA MARCA, MESMO QUE LHE CUSTE A VIDA! RECEBÊ-LA LHE CUSTARÁ SUA ALMA ETERNA! “… Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus … e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome. Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apocalipse 14.9-12).”
O custo imediato por recusar esta marca será que você não poderá comprar comida, ou qualquer outra coisa, e talvez nem mesmo possuir propriedade – já que você não será considerado cidadão dessa Nova Ordem Mundial. Não tema, assim como foi para muitos antes, o Próprio Deus sempre prometeu ser um “Provedor” para os Seus. Haverão outros Cristãos para você se juntar, que também receberão provisões miraculosas do Céu, assim como os Israelitas receberam o Maná e as codornizes (Êxodo 16). Evite, entretanto, igrejas que foram pouco afetadas pelo Arrebatamento, e que negam que o desaparecimento foi Jesus chamando Sua Esposa para casa – eles estarão racionalizando o porquê de ainda estarem aqui. Sua liderança não era verdadeira para com Jesus, e são o que a Bíblia chama de “apóstatas”, que significa “os que caíram do caminho”. Mas você encontrará grupos de crentes que confessaram terem sido infiéis, ou “mornos”, mas que agora se arrependeram e estão prontos para pregar o Evangelho até O Fim. Todos esses Cristãos sabem que morrerão por sua fé, e por sua oposição ao espírito do anticristo, que dômina a religião mundial. Essa é chamada “Babilônia” na Bíblia, uma igreja prostituída. Cedo ou tarde, você também morrerá por sua fé, se você orar agora recebendo a Cristo, mas não tema. Esse é o Final dos Tempos e você logo será ressuscitado: “… e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus … e que não adoraram a besta … e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos … Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos(Apocalipse 20.4-6).” Sim, se você orar a Jesus agora, você passará por sofrimento, mas reinar com Cristo será o seu destino. Creia na verdade. Apesar das circunstâncias que o trouxeram a este momento, Deus ama você. Você será, um dia, considerado um herói da fé por causa do que suportará no futuro próximo. Saiba que valerá a pena. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus (Apocalipse 22.20).”
A palavra arrebatamento é sinônima de rapto, do Latim rapio, que quer dizer “tirar para fora”. O Arrebatamento, então, é momento em que o Senhor vem nas nuvens de glória, fisicamente (veja Atos 1.11), para levar deste mundo – também fisicamente – todos aqueles que morreram em Cristo e os que estão vivendo como crentes no Salvador. I Tessalonicenses 4.16-17 o descreve: “ Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles [os mortos em Cristo] nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”
Assim como a palavra “Trindade” não está na Bíblia, a palavra “Arrebatamento” também não está, mas com um exame cuidadoso das Escrituras descobrimos que ambas são claramente explicadas. Também a palavra “Bíblia” não está na Bíblia, mas todos sabemos que ela é a “Bíblia”!
Um Mistério…
Em I Coríntios, capítulo 15, o Apóstolo Paulo nos ensina sobre a certeza da ressurreição de todos os crentes dentre os mortos. Ele também nos ensina que nossos corpos mudarão, serão transformados em um maravilhoso corpo eterno e imortal. Paulo declara que os nossos novos corpos trarão “ a imagem do celestial ” (verso 49), e no verso 50 ele explica porque precisamos de novos corpos, “ E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. ” Então, como serão esses corpos?
Bem, o Senhor Jesus mesmo é o nosso exemplo. O Ressureto Senhor Jesus podia aparecer e desaparecer conforme a sua vontade (Lucas 24.31; João 20.19). Podia se mover através de paredes sólidas (João 20.19,26). Podia ser visto e sentido (Mateus 28.9; Lucas 24.36-42). Ele podia comer alimentos, apesar de ser aparentemente desnecessário (Lucas 24.41-43). Apesar de glorificado, Jesus podia ser reconhecido (Lucas 24.30-31). Nossos corpos ressuretos não mais experimentarão morte, envelhecimento, choro, tristeza ou dor (Apocalipse 21.4). Não sei quanto a você, mas eu não posso esperar por meu novo corpo. Então, isso significa que todos precisaremos morrer para conseguir nosso novo corpo?
Bem, na metade do ensinamento de Paulo sobre a ressurreição, ele diz, “Ouçam”, deixem-me mostrar um mistério. Ele continuou dizendo:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” I Coríntios 15.51-57
Esse mistério é o Arrebatamento. Então, agora não é mais um mistério. Chamamos de arrebatamento porque “rapio” significa “tirar para fora” em Latim. Vamos examinar I Coríntios 15.51-57 com muito cuidado, para recebermos toda a extensão do impacto. Primeiro, … nem todos dormiremos (morreremos, pereceremos), mas seremos TODOS transformados (TODOS os crentes, não só alguns), …num momento, num abrir e fechar de olhos (repentinamente, violentamente), …os mortos (crentes que morreram) …ressuscitarão incorruptíveis (imperecíveis, eternos, indestrutíveis), e nós seremos transformados (receberemos nossos novos corpos celestiais). Pois o que é corruptível (habitantes da terra, humanos) precisa se revestir de incorruptibilidade (eternidade, indestrutibilidade).
A Prova do Velho Testamento
Vamos primeiro ao Velho Testamento para ver se podemos apontar na direção correta.
Tudo bem, você quer mais provas. Eu achei que sim, então tomei a liberdade de encontrar mais versículos. Tanto o Velho quanto o Novo Testamento contêm provas escriturais descrevendo o Arrebatamento e até mesmo nos falam de duas pessoas que foram arrebatadas no Velho Testamento. Sim, o Arrebatamento não é uma idéiá nova, como alguns sugerem, mas ocorreu antes do tempo de Jesus na Terra.
Enoque Arrebatado
No Livro de Gênesis, o primeiro da Bíblia, lemos a história de um homem chamado Enoque. A Bíblia Diz: “ E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém. E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou. ” Gênesis 5.21-24
Assim, bem no comecinho da Bíblia, o primeiro Arrebatamento acontece. Num momento Enoque está na terra, então, BUM!, no momento seguinte, num piscar de olhos, ele está no Céu. O Novo Testamento, no Livro de Hebreus, isso é reforçadô. Lemos em Hebreus 11.5: “ Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. ”
Você pode imaginar quão misterioso e excitante o Arrebatamento será, VOCÊ ESTÁ PRONTO?
Elias Arrebatado
Hei, eu pensei que você tinha dito que existem duas ocorrências de Arrebatamento no Velho Testamento! Agüenta aí, eu já estava chegando ao Arrebatamento nº. 2, a história de Elias, o Profeta. Elias era um poderoso profeta de Deus e tinha sido utilizado bastante ostensivamente em um ministério terreno. Mas agora Deus decidiu que seu ministério (propósito) na terra tinha sido atingido. Era hora de se aposentar. O trabalho para Deus naturalmente tem o melhor plano de aposentadoria e, que melhor lugar para aproveitar uma aposentadoria do que no Céu? Não foi como se Elias estivesse abandonando completamente seu ministério. Ele tinha um aprendiz, que trabalhava com ele, para substituí-lo. Seu nome era Eliseu. Agora Elias, sendo sábio e cheio de sabedoria divina, sabiá que Deus estava vindo para arrebatá-lo. Ele também sabiá que se seu jovem assistente Eliseu testemunhasse esse evento, sua fé seria grandemente fortalecida.
Uau! Leia com atenção as palavras sobre esse acontecimento, elas são impressionantes. E você pensava que a vida era tediosa e primitiva naqueles dias! Em II Réis 2.1-12 lemos: “ SUCEDEU que, quando o SENHOR estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu. E disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Bétel. Porém Eliseu disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Bétel.Então os filhos dos profetas que estavam em Bétel saíram ao encontro de Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. E Elias lhe disse: Eliseu, fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou a Jericó. Porém ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó. Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu SENHOR por sobre a tua cabeça? E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos. E Elias disse: Fica-te aqui, porque o SENHOR me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim ambos foram juntos. E foram cinqüenta homens dos filhos dos profetas, e pararam defronte deles, de longe: e assim ambos pararam junto ao Jordão. Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te fáça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Péço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará.E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho. O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu…”
Ver é acreditar. Eliseu observou enquanto Deus arrebatava Elias para o Céu e sabemos que tendo visto isso com os próprios olhos, foi grandemente encorajado e continuou com seu próprio e poderoso ministério terreno. Agora pense, o que acontecerá quando todos os crentes forem arrebatados? Na era atual, tenho certeza que será capturado em filme ou vídeo para que todos vejam, e a filmagem será mostrada por todo o mundo.
Bônus…
Eis um bônus do Velho Testamento que eu darei sem custo extra. Leia cuidadosamente as palavras do Profeta Isaías:
“Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” Isaías 26.19-20
Novamente podemos ver o padrão de eventos chamado Arrebatamento. Os mortos viverão novamente, seus corpos subirão (serão arrebatados), se reunirão com os arrebatados vivos (nós, os crentes vivos hoje) e serão protegidos, fechados atrás das portas até que a ira de Deus tenha passado na terra.
O Que Você Está Esperando?
A Prova do Novo Testamento
Muito bem, isso foi legal, mas isso foi no Velho Testamento. E quanto ao Arrebatamento no Novo Testamento? Tudo bem, lá vamos nós. No Livro de Atos, capítulo 8, lemos a história de Felipe, um dos Apóstolos da Igreja Primitiva. Veja se você consegue encontrar o Arrebatamento nessa narrativa de seu testemunho a um oficial Etíope:
“E o anjo do SENHOR falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração, Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías. E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus. E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho. E Filipe se achou em Azoto e, indo passando, anunciava o evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia.” Atos 8.26-40
Então, onde está o Arrebatamento? Numa passagem frequentemente ignorada, versos 39-40. Felipe é sobrenaturalmente removido do deserto e se materializa na cidade de Azoto de onde continua pregando o Evangelho em várias cidades. No verso 39, encontramos a palavra Grega “harpazo”, traduzida na versão King James como “levou para longe”. “Harpazo” significa “tomar posse repentinamente, à força” e é traduzida por “arrebatados” em I Tessalonicenses 4.17, onde o Arrebatamento reúne os crentes, tanto mortos quanto vivos, com o Senhor, num piscar de olhos. Então, o primeiro arrebatamento do Novo Testamento (isto é, depois de Cristo – Marcos 16.19) é uma SUPRESA, até mesmo para o Apóstolo!
Quer Mais? Continue Lendo!
I Coríntios 15.50-54
Nessa passagem, o Apóstolo Paulo descreve a transformação do crente no Reino Celestial de Deus. Um corpo humano corruptível, mortal, não pode entrar no Reino, portanto, os crentes receberão novos corpos que são incorruptíveis e imortais. Paulo revela um mistério: nem todos os crentes morrerão, mas alguns será trasladados para o Reino de Deus num piscar de olhos. Durante o Arrebatamento, Cristãos vivos entrarão diretamente no Reino sem experimentar a morte. Paulo usa o termo “dormir” que é uma expressão idiomática Grega ou metáfora para a morte física. Mas, quando um crente, morto ou vivo, é transformado, ele se torna imortal por toda a eternidade:
“Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade…”
I Tessalonicenses 4.13-18
O Apóstolo Paulo novamente usa a metáfora para a morte física, desta vez explicando claramente que aquele Cristãos que tenham experimentado a morte física serão ressuscitados por Cristo. Aqui vemos novamente o Arrebatamento no verso 17, que é a palavra Grega “harpazo” traduzida no Português para “arrebatado”:
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”
Apocalipse 12.5
A palavra Grega “harpazo” é novamente traduzida no Português para “arrebatado” em Apocalipse 12.5. Aqui ela é usada para descrever a ascensão de Cristo para o Céu; um evento de Arrebatamento demonstrado:
“E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.”
Lucas 24.49-53
No Evangelho de Lucas, Jesus diz aos Discípulos para aguardarem o Espírito Santo de Deus, o qual Jesus enviaria a eles após ascender para a mão direita do Pai. Ele ordena aos Discípulos que permaneçam na cidade de Jerusalém até que o Espírito venha sobre eles. Na cidade de Betânia, Jesus abençoa Seus Discípulos e Ascende para o Reino de Deus nas alturas. Seu Arrebatamento encontra-se no verso 51:
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. Então os levou fora, até Betânia; e levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e foi elevado ao céu. E, depois de o adorarem, voltaram com grande júbilo para Jerusalém; e estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.”
Atos dos Apóstolos 1.6-11
A Ascensão de Cristo ao Céu é descrita no primeiro capítulo de Atos; um livro escrito pelo mesmo autor do Evangelho de Lucas. O Apóstolo Lucas é classicamente conhecido como um médico que atentava para os detalhes. Como esperado, essa passagem contém uma grande quantidade de informações. Primeiro os Discípulos perguntaram a Jesus se Israel seria logo restaurada como Seu Reino. Jesus tinha outros planos, que incluíam o nascimento da Igreja Gentílica e a evangelização do mundo. Portanto, Jesus lhes disse que os tempos determinados (“tempos”) e quanto tempo passaria (“épocas”) eram um mistério de Deus o Pai e conhecido somente por Ele. Apesar de os sinais serem visíveis, o dia e hora exatos não são conhecidos. O evento de Arrebatamento demonstrado nesta passagem ocorre no verso 9, imediatamente após Jesus reafirmar a Grande Comissão. Repentinamente, dois anjos, que sempre aparecem como homens na Bíblia, informa aos Discípulos que a Segunda Vinda visível de Cristo ocorrerá de maneira semelhante, apesar de ao contrário:
“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
Apocalipse 11.11-12
Em Apocalipse, capítulo 11, nós vemos um outro evento de Arrebatamento demonstrado, quando Deus ressuscita as Duas Testemunhas e as leva diretamente para o Céu aos olhos de todo o mundo:
“E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.”
Apocalipse 4.1
Em Apocalipse, capítulo 4, vemos ainda outro evento de Arrebatamento demonstrado, quando o Apóstolo João é chamado ao Céu para ver os eventos do futuro. Esse evento é muito parecido com o da jornada do Apóstolo Paulo em II Coríntios:
“DEPOIS destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer.”
II Coríntios 12.2-4
Em II Coríntios, “harpazo” é novamente traduzida no Português para “arrebatado”, descrevendo o arrebatamento corpóreo do Apóstolo Paulo para o Céu. O Primeiro Céu é o firmamento acima da terra. O Segundo Céu inclui o que é chamado de Espaço Sideral. O Terceiro Céu é o lugar de habitação do Deus Todo Poderoso:
“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.”
Lucas 17.26-36
Jesus fala sobre o Arrebatamento no Evangelho de Lucas. Apesar de falar de dois eventos destrutivos, o importante é que focaliza no fato de que os crentes serão removidos por Deus antes que os tempos REALMENTE difíceis aconteçam sobre a terra, isto é, antes da ira de Deus ser derramada. Com relação a Sodoma e Gomorra, a destruição acontece depois que Ló partiu de Sodoma. O Arrebatamento é visto nos versos 34-36, que também demonstram que o evento acontecerá simultaneamente em cada um dos três principais fusos horários da terra. O trabalho no campo é feito pela manhã (36), a moenda é feita à tarde (35) e dormir, é claro, ocorre à noite (34):
“Como aconteceu nos dias de Noé, assim também será nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os destruiu a todos. Como também da mesma forma aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os destruiu a todos; assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar. Naquele dia, quem estiver no eirado, tendo os seus bens em casa, não desça para tirá-los; e, da mesma sorte, o que estiver no campo, não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló. Qualquer que procurar preservar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, conservá-la-á. Digo-vos: Naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e o outro será deixado. Duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e a outra será deixada. [Dois homens estarão no campo; um será tomado, e o outro será deixado.]”
Mateus 24.37-44
Jesus novamente fala sobre o Arrebatamento no Evangelho de Mateus. Aqui, Ele fala novamente do destrutivo dilúvio. Entretanto, o ponto focal desta passagem é que a maior parte do mundo está ocupado com suas atividades “normais” de sua vida diária. Assim, eles não compreenderam o que estava por vir e os pegou de surpresa, a despeito da pregação de Noé. O Arrebatamento é visto nos versos 40-41 mas somente dois fusos horários são referenciados aqui. A palavra Grega “parousia” é traduzida aqui como “vinda”. Entretanto, a última parte declara absolutamente que o Arrebatamento será uma SURPRESA e ocorrerá em um dia normal, tedioso, quando nem mesmo os Cristãos pensarem:
“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.”
Lucas 21.34-36
Por quase 2.000 anos, os Cristãos têm ansiosamente esperado pelo Retorno de Jesus Cristo à terra. Essa éspera inspirou fervoroso evangelismo e firmeza nas tribulações. Jesus admoestou os Cristão a não se preocuparem tanto com os cuidados desta vida, pois podem se tornar infrutíferos. Jesus o Fiel será considerado digno de ESCAPAR as coisas terríveis que sobrevirão à terra nos Últimos Dias. Parece um “escapismo” ridículo, mas o próprio Jesus o ensinou:
“E OLHAI POR VÓS, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos CUIDADOS DA VIDA, e VENHA SOBRE VÓS DE IMPROVISO AQUELE DIA. Porque VIRÁ COMO UM LAÇO SOBRE TODOS os que habitam na face de toda a terra. VIGIAI, pois, EM TODO O TEMPO, ORANDO, para que SEJAIS HAVIDOS POR DIGNOS DE EVITAR TODAS ESTAS COISAS QUE HÃO DE ACONTECER, e de estar em pé diante do Filho do homem.”
O Grande Escape
Não Fique Para Trás
Ainda bem que ainda não é muito tarde, já que o Arrebatamento ainda não aconteceu. Ainda há tempo. Mas somente Deus sabe quanto tempo resta.Você ainda pode fazer alguma coisa a respeito.
Mas o tempo está se esgotando… não seja deixado para trás… Se o Arrebatamento já aconteceu, leia o que se segue, sua vida depende disso:
Após termos ido embora, eis o que você pode esperar e como você pode sobreviver à hora mais escura da história do Planeta Terra.
Primeiramente, se só agora você está lendo isto, após milhões de pessoas terem simultaneamente desaparecido do planeta – saiba que este evento está plenamente explanado na Bíblia. Os Cristão o chamaram de “Arrebatamento”, e simplificando, Jesus tomou os seus fiei para o Céu. O Apóstolo Paulo escreveu, anos atrás, sobre o Arrebatamento: “… nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados (I Coríntios 15.51-52).” Agora, nós já fomos transformados. Todos os que morreram como fiéis Cristãos em anos passados receberam novos corpos imortais, foram levados para o Céu e o restante de nós imediatamente os seguimos: “… nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor (I Tessalonicenses 4.17).”
Você está agora vivendo no Tempo do Fim. A Bíblia prediz grandes males e grandes desastres que estarão sobre a terra nos Dias Finais. Tendo a Igreja ido, Satanás irá literalmente “governar o mundo” por um curto período – menos de sete anos – antes que Jesus apareça fisicamente, para guerrear contra ele (Jesus Cristo aparecerá primeiramente sobre o Monte das Oliveiras, a leste de Jerusalém, e ele se dividirá em dois – Zacarias 14.4). Você ainda tem a chance de estar do Seu lado. Não acredite no que quer que os cientistas do mundo, líderes religiosos e governos ofereçam como explicação para o nosso desaparecimento. Eles muito provavelmente dirão que óVNIS ou extraterrestres certas pessoas “fracas” ou “resistentes”, para preparar espiritualmente a humanidade para uma Era Dourada, ou Utopia. Isso é uma falsidade que a bíblia declara irá enganar aqueles que recusaram a mensagem do Evangelho: “A esse (A Besta, do Livro do Apocalipse) cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade (II Tessalinicenses 2.9-12).” Leitor, agora é a hora de você ter “o amor da verdade para ser salvo.” Quer sejam óVNIS ou qualquer outra explicação, saiba que Deus pré-ordenou que a uma grande falsidade será permitido enganar aqueles que recusaram o Evangelho. Até agora, esse número incluiu você. Espero que o Arrebatamento, o fato de que – assim como certos outros acontecimentos que você testemunhará em breve – foi profetizado na Bíblia, e resumido antes do tempo para você aqui, tenha trabalhado para convencê-lo da verdade da Palavra de Deus. Você fará bem em crer no restante dela daqui para frente.
Em breve, um sistema mundial unificado emergirá, e reunirá todas as nações um único sistema político e religioso global – uma nova ordem mundial. Em breve essa Besta, e seu sistema global, oferecerá oposição na terra a quem for Cristão nesta era: “… e vi subir do mar uma … e o dragão (Satanás) deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio … E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu (dizendo mentiras convincentes sobre nós, os arrebatados). E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; E DEU-SE-LHE PODER SOBRE TODA A TRIBO, E LÍNGUA, E NAÇÃO (seja advertido agora – a Bíblia já predisse que o sistema mundial que evoluirá é dirigido por Satanás – não seja enganado). E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto (Jesus Cristo que verteu seu sangue para morrer pelos pecados e resgatar as almas para o Céu) … Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada (esse bem pode ser você, se você receber a Jesus Cristo agora e rejeitar o sistema mundial, mas há boas notícias chegando) … (Apocalipse 13.1-10).”
Saiba que esse homem será considerado um grande pacificador e líder. Ele é um enganador e poderá ele mesmo ser enganado. Mas a Bíblia predisse o seu reino e você não poder se tornar parte desse sistema mundial, ou estará perdido para sempre. O discípulo da Primeira Besta (há duas Bestas preditas) em breve estabelecerá uma moeda mundial, que operará eletronicamente através de uma marca, ou tatuagem a laser, talvez mesmo um código de barras ou algo similar, na pele da pessoa: “E vi subir da terra outra besta … E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. … E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome Apocalipse 13.11-17).” NÃO RECEBA ESSA MARCA, MESMO QUE LHE CUSTE A VIDA! RECEBÊ-LA LHE CUSTARÁ SUA ALMA ETERNA! “… Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus … e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome. Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apocalipse 14.9-12).”
O custo imediato por recusar esta marca será que você não poderá comprar comida, ou qualquer outra coisa, e talvez nem mesmo possuir propriedade – já que você não será considerado cidadão dessa Nova Ordem Mundial. Não tema, assim como foi para muitos antes, o Próprio Deus sempre prometeu ser um “Provedor” para os Seus. Haverão outros Cristãos para você se juntar, que também receberão provisões miraculosas do Céu, assim como os Israelitas receberam o Maná e as codornizes (Êxodo 16). Evite, entretanto, igrejas que foram pouco afetadas pelo Arrebatamento, e que negam que o desaparecimento foi Jesus chamando Sua Esposa para casa – eles estarão racionalizando o porquê de ainda estarem aqui. Sua liderança não era verdadeira para com Jesus, e são o que a Bíblia chama de “apóstatas”, que significa “os que caíram do caminho”. Mas você encontrará grupos de crentes que confessaram terem sido infiéis, ou “mornos”, mas que agora se arrependeram e estão prontos para pregar o Evangelho até O Fim. Todos esses Cristãos sabem que morrerão por sua fé, e por sua oposição ao espírito do anticristo, que dômina a religião mundial. Essa é chamada “Babilônia” na Bíblia, uma igreja prostituída. Cedo ou tarde, você também morrerá por sua fé, se você orar agora recebendo a Cristo, mas não tema. Esse é o Final dos Tempos e você logo será ressuscitado: “… e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus … e que não adoraram a besta … e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos … Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos(Apocalipse 20.4-6).” Sim, se você orar a Jesus agora, você passará por sofrimento, mas reinar com Cristo será o seu destino. Creia na verdade. Apesar das circunstâncias que o trouxeram a este momento, Deus ama você. Você será, um dia, considerado um herói da fé por causa do que suportará no futuro próximo. Saiba que valerá a pena. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus (Apocalipse 22.20).”
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Yeshua HaMashia
Yeshua HaMashia
Teu amor por mim foi além do que palavras reveladas
Tu morreste por mim, isso é mais do que palavras, isso é amor
O meu amor por Ti vai além do que palavras arranjadas
Eu estou aqui, me alegro em fazer Tua vontade
Teu amor por mim fez o céu baixar até a terra
Por amor de mim desceste até o inferno e o venceste
Me remiste com braço extendido e mão poderosa
Teu amor por mim excede todo o meu entendimento
Quero fluir com o Teu Espírito
Soprando sobre os ossos secos
Quero estar na brisa suave
Soprando sobre a face dos profetas que estão desanimados
Pelas circunstâncias
A quem tenho eu nos céus além de Ti, Senhor!
E na terra nenhum outro se compara a Ti
A quem tenho eu na terra além de Ti, Senhor!
E nos céus nenhum outro se compara a Ti!
Yeshua, Yeshua, HaMashia, Bem-Elohim...
Santa Geração 11 - Yeshua HaMashia
*A transliteração mais correta seria: Yeshua HaMashiach, Ben-Elohim
Teu amor por mim foi além do que palavras reveladas
Tu morreste por mim, isso é mais do que palavras, isso é amor
O meu amor por Ti vai além do que palavras arranjadas
Eu estou aqui, me alegro em fazer Tua vontade
Teu amor por mim fez o céu baixar até a terra
Por amor de mim desceste até o inferno e o venceste
Me remiste com braço extendido e mão poderosa
Teu amor por mim excede todo o meu entendimento
Quero fluir com o Teu Espírito
Soprando sobre os ossos secos
Quero estar na brisa suave
Soprando sobre a face dos profetas que estão desanimados
Pelas circunstâncias
A quem tenho eu nos céus além de Ti, Senhor!
E na terra nenhum outro se compara a Ti
A quem tenho eu na terra além de Ti, Senhor!
E nos céus nenhum outro se compara a Ti!
Yeshua, Yeshua, HaMashia, Bem-Elohim...
Santa Geração 11 - Yeshua HaMashia
*A transliteração mais correta seria: Yeshua HaMashiach, Ben-Elohim
Pastores de almas, uma espécie em extinção?
Pastores de almas, uma espécie em extinção?
Há pouco tempo ouvi uma história a qual compartilho com vocês. Uma irmã (a qual, por questões obvias, não vou revelar o nome e igreja), passou pela seguinte experiência:
Em um final de culto, movida por um grave problema pessoal, ela procurou o seu pastor, no desejo de abrir o coração, pedindo-lhe que a ajudasse em aconselhamento pastoral. O pastor, sem poder ouvi-la naquele momento, até porque muita gente desejava lhe falar e, principalmente, cumprimentá-lo em virtude do "maravilhoso sermão" que havia pregado, solicitou à irmã que procurasse a secretaria da igreja e agendasse um encontro.
No dia seguinte a irmã procurou a secretaria, tentando agendar o encontro pastoral; no entanto, para sua surpresa, a secretária informou que o tal pastor não teria agenda livre para os próximos cinco meses, o que impossibilitaria o seu atendimento. A moça se desesperou, implorou, pediu pelo amor de Deus, mais nada pôde ser feito. A secretária explicou que o pastor tinha já agendado muitos encontros, jantares, viagens e conferências, as quais tinham que ser priorizadas, e que o máximo que ela poderia fazer seria encaixá-la num atendimento, quatro meses depois.
A moça saiu da igreja, naquela manhã de segunda-feira, pior do que entrara; na verdade, agora ela se sentia deprimida, desvalorizada e sem perspectiva alguma de ser ajudada em seu problema. O pastor, o qual ela pensava que poderia ajudá-la, infelizmente não poderia fazê-lo.
Seis meses se passaram e a moça desiludida, bem como desesperançosa, não fora mais à igreja. Para sua tristeza, ninguém, absolutamente ninguém, a procurara, querendo saber o motivo de sua ausência. Até que um dia, o pastor da igreja da qual fazia parte, encontrou-a na instituição bancária onde ela trabalhava. Ao vê-la, o pastor não esboçou nenhum comentário quanto à sua ausência; na verdade, a única coisa que falou, é que estava correndo em virtude da grande e complexa agenda.
Não sei o que você pensa e sente ao ler essa pequena história. Entretanto, quando soube do fato, fui tomado por uma grande perplexidade que me fez questionar sobre o papel pastoral nos dias de hoje. Aonde estão os pastores do povo de Deus? Aonde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão em busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Junta-se a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticas.
Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela imprenssão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupe com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável remodelar e reformar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.
Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. (1) “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” (2) Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.
No exercício de seu pastorado, Calvino dizia que a pregação pública deveria ser acompanhada por visitas pastorais. (3) Junta-se a isso o fato, de que ele sempre procurou encorajar pessoas sobrecarregadas, as quais não conseguiam encontrar consolo mediante sua própria aproximação de Deus, a procurarem seu pastor para aconselhamento particular e pessoal.
Conforme registro de um dos seus colegas pastores em Genebra, “(...) os que lhe procuravam eram recebidos com simpatia, gentileza e sensibilidade. Ele os atendia e prontamente lhes respondia as perguntas, mesmo as mais sérias delas. Sua sabedoria era demonstrada nas entrevistas particulares tanto quanto nas conversas públicas onde ele confortava os entristecidos e encorajava os abatidos...”. [4].
Calvino também acreditava que o ensino, além de ser público nos cultos, deveria ser acompanhado por orientação pessoal e aplicado às circunstâncias específicas da vida de suas ovelhas. Atendia noivos que estavam se preparando para o casamento, pais que traziam seus problemas relacionados aos seus filhos, pessoas com dúvidas ou dificuldades doutrinárias, lutas com enfermidades, ouvia confissões de pecados, e a todos ele os recebia e levava o conforto e o encorajamento necessários. [5]
Amados irmãos, ainda que os nossos dias, sejam diferentes dos dias dos reformadores, carregamos em nosso tempo as mesmas demandas pastorais. Nossas igrejas estão cheias de individuos em crise, de familias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Ouso afirmar que neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponham a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.
Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.
Soli Deo Gloria,
Autor: Pastor Renato Vargens
Há pouco tempo ouvi uma história a qual compartilho com vocês. Uma irmã (a qual, por questões obvias, não vou revelar o nome e igreja), passou pela seguinte experiência:
Em um final de culto, movida por um grave problema pessoal, ela procurou o seu pastor, no desejo de abrir o coração, pedindo-lhe que a ajudasse em aconselhamento pastoral. O pastor, sem poder ouvi-la naquele momento, até porque muita gente desejava lhe falar e, principalmente, cumprimentá-lo em virtude do "maravilhoso sermão" que havia pregado, solicitou à irmã que procurasse a secretaria da igreja e agendasse um encontro.
No dia seguinte a irmã procurou a secretaria, tentando agendar o encontro pastoral; no entanto, para sua surpresa, a secretária informou que o tal pastor não teria agenda livre para os próximos cinco meses, o que impossibilitaria o seu atendimento. A moça se desesperou, implorou, pediu pelo amor de Deus, mais nada pôde ser feito. A secretária explicou que o pastor tinha já agendado muitos encontros, jantares, viagens e conferências, as quais tinham que ser priorizadas, e que o máximo que ela poderia fazer seria encaixá-la num atendimento, quatro meses depois.
A moça saiu da igreja, naquela manhã de segunda-feira, pior do que entrara; na verdade, agora ela se sentia deprimida, desvalorizada e sem perspectiva alguma de ser ajudada em seu problema. O pastor, o qual ela pensava que poderia ajudá-la, infelizmente não poderia fazê-lo.
Seis meses se passaram e a moça desiludida, bem como desesperançosa, não fora mais à igreja. Para sua tristeza, ninguém, absolutamente ninguém, a procurara, querendo saber o motivo de sua ausência. Até que um dia, o pastor da igreja da qual fazia parte, encontrou-a na instituição bancária onde ela trabalhava. Ao vê-la, o pastor não esboçou nenhum comentário quanto à sua ausência; na verdade, a única coisa que falou, é que estava correndo em virtude da grande e complexa agenda.
Não sei o que você pensa e sente ao ler essa pequena história. Entretanto, quando soube do fato, fui tomado por uma grande perplexidade que me fez questionar sobre o papel pastoral nos dias de hoje. Aonde estão os pastores do povo de Deus? Aonde estão aqueles que por amor ao Rei, largam as 99 ovelhas e vão em busca de uma que se perdeu e sofre? Sem sombra de dúvidas, vivemos uma enorme crise de pessoalidade e afetividade na relação pastor-ovelha, isso porque, alguns dos ditos pastores se tornaram mega-stars da fé, imponentes pregadores, "Apóstolos desbravadores", além de "poderosos profetas". Junta-se a isso, o fato de que as mensagens pregadas nos púlpitos têm tido por fundamento o marketismo religioso, cujo conteúdo é humanista e secularizado. Infelizmente, sou obrigado a concordar que tais pastores têm se preocupado mais com a porta de entrada, do que com a porta de saída dos seus apriscos; mais com números do que com gente. Na verdade, ouso afirmar de que vivemos numa era onde as pessoas foram definitivamente coisificadas, onde seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus transformaram-se em gráficos e estatísticas.
Diante desta nebulosa perspectiva, sou tomado pela imprenssão de que essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, de gente abnegada, que se preocupe com a dor do próximo e tenha prazer em cuidar da ovelha ferida. Para tanto, torna-se indispensável remodelar e reformar os conceitos pastorais desta geração, impregnando nos novos ministros, amor, compromisso e fidelidade para com Deus e seu Reino. Além disso, julgo também que seja imprescindível de que os pastores desse tempo, sejam plenamente comprometidos com a Santa Palavra de Deus, preocupando-se com o que ela diz, tomando-a como regra, bem como modelo de fé e comportamento para o seu ministério pessoal.
Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. (1) “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” (2) Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.
No exercício de seu pastorado, Calvino dizia que a pregação pública deveria ser acompanhada por visitas pastorais. (3) Junta-se a isso o fato, de que ele sempre procurou encorajar pessoas sobrecarregadas, as quais não conseguiam encontrar consolo mediante sua própria aproximação de Deus, a procurarem seu pastor para aconselhamento particular e pessoal.
Conforme registro de um dos seus colegas pastores em Genebra, “(...) os que lhe procuravam eram recebidos com simpatia, gentileza e sensibilidade. Ele os atendia e prontamente lhes respondia as perguntas, mesmo as mais sérias delas. Sua sabedoria era demonstrada nas entrevistas particulares tanto quanto nas conversas públicas onde ele confortava os entristecidos e encorajava os abatidos...”. [4].
Calvino também acreditava que o ensino, além de ser público nos cultos, deveria ser acompanhado por orientação pessoal e aplicado às circunstâncias específicas da vida de suas ovelhas. Atendia noivos que estavam se preparando para o casamento, pais que traziam seus problemas relacionados aos seus filhos, pessoas com dúvidas ou dificuldades doutrinárias, lutas com enfermidades, ouvia confissões de pecados, e a todos ele os recebia e levava o conforto e o encorajamento necessários. [5]
Amados irmãos, ainda que os nossos dias, sejam diferentes dos dias dos reformadores, carregamos em nosso tempo as mesmas demandas pastorais. Nossas igrejas estão cheias de individuos em crise, de familias desestruturadas, além de pessoas que foram violentamente marcadas por satanás e o pecado. Ouso afirmar que neste tempo pós moderno, onde o relativismo tem mostrado as suas garras, necessitamos urgentemente de pastores preparados e capacitados, que amem a Deus acima de todas as coisas, e que se disponham a pastorear abnegadamente o rebanho de Cristo.
Que Deus tenha misericórdia de seu povo e levante pastores segundo o seu coração.
Soli Deo Gloria,
Autor: Pastor Renato Vargens
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